sábado, 6 de dezembro de 2008

The Amazing Spider-Man 240-241: A vingança do Abutre!

The Amazing Spider-Man 240-241.

Roteiro: Roger Stern
Desenhos: John Romita Jr.
Arte-final: Bob Layton (240) e Frank Giacoia (241)
Marvel Comics.

Antes de começar a falar sobre essa história, devo dizer que por um erro de cálculo falei que veríamos uma das histórias mais emocionantes do Homem-Aranha.

Na verdade, a história sobre a qual eu me referi fará parte do próximo arco, então peço desculpas que a hora certa dela aparecer vai chegar. hehe...
Comecemos então.


"Asas da vingança"
(The Amazing Spider-Man 240, maio de 1983).

Adrian Toomes, o Abutre, desde sua última aparição, se esconde em um lugar afastado e para pessoas ricas. Lá ele descobre sobre os ultimos feitos do Homem-Aranha e que Gregory Bestman, seu ex-sócio que passou a perna nele, está de volta aos negócios. Assim, ele decide voltar para Nova York.



Em sua casa, Peter tem um pesadelo com os seus inimigos que confrontou recentemente. Ele acorda e decide ir visitar sua Tia May.

Entrementes, Amy Powell (a modelo que tem um relacionamento aberto com Lance Bannon, o fotógrafo do Clarim rival de Peter) tenta encontrá-lo em seu apartamento mas não consegue chegar a tempo.

No caminho até a casa de sua tia, o Homem-Aranha passa pelo Laborátorio onde ocorreu o acidente lhe conferiu seus poderes e relembra sua origem pela milésima vez. Ele tem alguns momentos de melancolia, relembrando sua adolescência dificil até chegar até a casa da Tia May.

A boa velhinha conta que Anna Watson vem visitá-lo. Anna é a tia de Mary Jane, com quem Peter se casaria anos depois.

Enquanto isso, o Abutre chega até a Expotécnica (High Tech Expo, na edição original) e empreende um ataque ao local a fim de se vingar de Gregory Bestman (ver mais sobre ele na segunda parte dessa história).

Na casa de Tia May, Peter vê pela TV a notícia sobre o ataque do Abutre. Nathan, no namorado de Tia May, se revolta com a lembrança do último encontro dos dois, já que os dois quase se tornaram amigos.

O Homem-Aranha vai até o local e convence os policiais a deixá-lo agir. Ele adentra o Expotécnica e ele e o Abutre lutam.

O Aranha leva um choque por conta de raios disparados de uma sala. Com isso, fica atordoado mas, mesmo assim, tenta capturar seu inimigo. Ele até consegue segurar o pé de Gregory Bestman mas o refém o chuta e o herói se desprende dos dois.



O Abutre consegue então capturar Greg Bestman e o Homem-Aranha fica atirado no chão, inconsciente.


"No começo..."
(The Amazing Spider-Man 241, junho de 1983).



Os policiais relatam todo o ocorrido na edição passada e encontram o Homem-Aranha no chão. Para a surpresa de todos (os presentes, e não os leitores, hehe...), o herói está vivo.

O policial briga com o Homem-Aranha por ter deixado o Abutre escapar com um refém. O Aranha pega o rádio do policial e sai à procura do vilão. O policial pega outro rádio e grita com o Homem-Aranha que diz: "Um pouquinho mais alto e nem precisaríamos de um rádio" (hahahaha... muito bom!).

O Aranha revela que colocou um rastreador no Abutre e que precisará do rádio para conseguir seguir os impulsos que ele emite.

Entrementes, Anna Watson e Mary Jane chegam na cidade. Anna diz que (Tia) May as acolherá em sua casa, mas Mary Jane diz que possui muitos amigos e recusa a oferta.



Em outro lugar, o Abutre é avistado e a polícia é avisada. O Homem-Aranha recebe a notícia pelo rádio que pegou do policial e pega uma carona debaixo de um helicóptero da polícia até Staten Island.

Enquanto os policiais procuram o Abutre na floresta, o Homem-Aranha segue os impulsos do seu rastreador em um silo (do dicionário: tulha alta, cilíndrica, para armazenagem de cereais ou qualquer outro material), local onde o Abutre observa a ação policial.



O Abutre revela a Greg Bestman que eles estão no local onde ele foi trabalhar assim que este último o traiu nos negócios. Ele relembra a criação de uma empresa de eletrônicos que ambos fundaram e que Greg Bestman lhe omitia informações e ficava com a maior parte dos lucros.

Sem que soubesse da trapaça de Bestman, Adrian Toomes desenvolvia uma armadura com ondas eletromagnéticas que acabaram energizando seu corpo. Assim que descobriu a farsa, ele segurou seu sócio pelos braços e descobriu que tinha força superior que jamais teve em toda sua vida. Ele criou então as asas para dar estabilidade em seu vôo.

Ainda se lembrando do seu passado, ele descobriu que Bestman ia mal nos negócios sozinho e viu uma nota dizendo sobre a venda da empresa. Adrian Toomes então se torna o Abutre e decide destruir todo o aparato de Bestman para que ele fique arruinado. Ele se sentiu muito bem destruindo tudo, principalmente no escritório de Greg, onde ele viu o dinheiro de seu ex-sócio guardado e o roubou. Assim, ele entrou em uma nova carreira... o crime!

E assim, quando ele descobre que Greg Bestman havia voltado aos negócios (na edição passada), ele decidiu dar cabo de seu ex-sócio.
Antes, porém, que ele fizesse alguma coisa, o Homem-Aranha aparece.



O Aranha revela ao Abutre que todo o relato que ele fez a Greg sobre sua história foi ouvido pelo rádio da polícia que ele pegou emprestado. O Abutre tenta escapar saindo do silo e, a fim de empreender sua vingança, voa alto e joga Bestman lá de cima.

O Homem-Aranha cria o uma rede de teia que o salva. Ele vai atrás do Abutre na floresta e quando se encontram, os dois lutam. O Homem-Aranha cria uma armadilha para o vilão e o surpreende retirando o seu aparelho de alimentação de energia das suas costas.



O Homem-Aranha o prende em uma teia e entrega o vilão aos policiais. Greg Bestman acha que escapou ileso mas o policial diz que ouviu toda a história pelo rádio e que, por mais que não possam fazer nada pelo que ele fez no passado, provavelmente seus novos negócios também podem conter condutas ilícitas e que isso será investigado... para o desespero do empresário!

Ao longe, uma câmera fotográfica prendida a galhos de uma árvore registra tudo.

No dia seguinte, quando Parker sai do Clarim, Amy Powell finalmente consegue encontrá-lo pessoalmente e o convence a tomar um café com ela. De longe, Lance Bannon (com quem Amy tem um relacionamento aberto) vê toda a cena e pensa que é hora de fazer algo a respeito.



C O M E N T Á R I O S :

Esta história é mais um belo exemplo de como os vilões clássicos podem ser bem aproveitados, assim como mostrar muito conteúdo em apenas duas edições.

Volto a dizer que não sou contra histórias mais longas, mas para mim elas deveriam existir desde que tenham algo a mostrar. Esta trama com a volta do Abutre, por exemplo, é feita na medida certa e, inclusive, reaproveita boa parte da origem do vilão acrescenta novos elementos (como o retorno de Greg Bestman à atividade empresarial).

Particularmente, me sensibilizei com a revolta de Adrian Toomes (não conhecia com detalhes a origem Abutre, pois minhas leituras estão atrasadas). É até justificável que ele se revolte, de modo que nesta trama não há uma vítima no sentido estrito do termo.

O Homem-Aranha continua com seu bom humor característico (existem fases do herói que é puro drama) com cenas hilárias dele chamando o Abutre de "Vultch" (algo como "Bubu", hehehee...).

Os desenhos do Romitinha estão ótimos como sempre, e destaco a cena em que Anna Watson e Mary Jane estão chegando a nova York, em que o desenhista esconde o rosto de Mary Jane até o último quadro onde ela reaparece linda!

A subtrama envolvendo Amy Powell e Lance Bannon continua sendo desenvolvida e, nas próximas edições, veremos como ela será conduzida.

A fase de Roger Stern e John Romita Jr. começa, infelizmente, a se aproximar de seus momentos finais.

Abraço a todos!

BAMF!

A Manhattan da Marvel.


Antes de postar a próxima resenha, gostaria de deixar arquivada essa imagem feita pela revista Wizard de como seria o guia de Manhattan com os locais mais famosos do Universo Marvel.

O desenho mostra a localização dos seguintes pontos:

1 - Edifício Baxter (lar do Quarteto Fantástico);

2 - Mansão dos Vingadores;

3 - Torre Stark II (onde ficavam os Novos Vingadores antes da Guerra Civil e destruída em Hulk Contra o Mundo);

4 - Clarim Diário (jornal onde Peter Parker vende suas fotos do Homem-Aranha);

5 - Sanctum Sanctorum (lar do Doutor Estranho);

6 - Clube do Inferno (um clube formado pela elite da sociedade e composto por um círculo interno secreto que já deu trabalho para os X-Men);

7 - Escritório de Advocacia Nelson, Blake e Murdock (este último, o Demolidor);

8 - Instituto Xavier para Estudos Avançados (outrora conhecido como Instituto para Jovens Superdotados, a Mansão X dos X-Men);

Depois eu edito essa postagem, colocando as legendas da imagem em português.

Abraço.

BAMF!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

The Amazing Spider-Man 238-239: O surgimento do Duende Macabro!

The Amazing Spider-Man 238-239.

Roteiro: Roger Stern
Desenhos: John Romita Jr.
Arte-final: John Romita Sr. (238) e Frank Giacoia (239)
Marvel Comics.

Inicialmente, ressalto que não analisarei a edição 237 de Amazing Spider-Man pelo fato dela não contar com a equipe criativa regular do título (Roger Stern e John Romita Jr.). Essa edição traz um confronto do Homem-Aranha contra o Metalóide e foi produzida por Bill Mantlo (que escrevia Spectacular Spider-Man na época) e Bob Hall (desenhista muito inferior a Romita Jr., mesmo estando este em início de carreira).

Também serão apresentadas a seguir somente duas edições de Amazing Spider-Man pelo fato delas conterem a história completa da primeira aparição do Duende Macabro, que merece ter todo o destaque possível.

Assim, passamos para a primeira parte da história.

"Espectros do Passado Sombrio"
(The Amazing Spider-Man 238, março de 1983)

A história começa com a Tia May assinando uma papelada para a criação de uma pensão de idosos em sua casa. Ela, Nathan e Peter saem para comemorar. De repente, um carro passa em alta velocidade por eles, quase atropelando os pobres velhinhos. Peter se revolta e vai atrás deles.

Já como o Homem-Aranha, ele pega carona numa viatura policial e pára o carro dos assaltantes. Um deles foge e joga uma bomba de fumaça no Aranha. O assaltante fujão foge pelo bueiro.

O Homem-Aranha desiste de procurá-lo no esgoto. No subterrâneo da cidade, o assaltante descobre uma passagem secreta, que o leva ao esconderijo do Duende Verde.



Enquanto isso, Tia May conta pra Anna Watson sobre a pensão para idosos. Peter tenta falar com ela mas só dá ocupado já que as duas não param de fofocar (hehehe...).

No Clarim, Robbie gosta das fotos do assalto e as compra de Parker. Ele descobre que o assalto ocorreu em um depósito das indústrias Osborn.

O assaltante que escapou do Aranha, agora revelado de nome George, mostra o esconderijo para um homem misterioso. Esse homem manda colocar tudo em um furgão.

Entrementes, Robbie dá carona para Peter. No local, eles vêem Lance Bannon. Peter vai até os destroços do depósito da Osborn Corp. que explodiu e descobre sobre o esconderijo.

Ele recebe uma ligação de Tia May (no carro de Joe Robertson, não existia celular ainda) e marca de jantar com ela.

O homem misterioso se livra do assaltante George, explodindo o furgão com ele dentro. Já em sua casa, ele analisa as razões da loucura de Norman Osborn e se transforma no Duende Macabro!

Confira as imagens a seguir em tamanho maior os momentos finais do surgimento deste grande vilão!





"O Duende Macabro Ataca!"
(The Amazing Spider-Man 239, abril de 1983)



Mais um depósito da Osborn Corp. é assaltado e uma nova sala secreta (com objetos do Duende Verde) é descoberta.

O Duende Macabro confabula no seu esconderijo e planeja obter sucesso onde Norman Osborn falhou: derrotando o Homem-Aranha!

O Aranha observa Felícia Hardy, a Gata Negra, se recuperar no hospital depois de ter sido atingida pelos capangas do Dr. Octopus, em uma história produzida na revista Peter Parker: The Spectacular Spider-Man.

O Aranha aproveita e visita também a Madame Teia, que ainda está no hospital depois da batalha do Aranha contra o Fanático, que você pode ler a respeito clicando aqui. Madame Teia manda o Homem-Aranha ligar o rádio e ele fica sabendo sobre outro assalto a um depósito da Osborn Corp. Ela diz ao Aranha que não se lembra mais quem ele é, mas assim que o herói deixa o recinto, ela dá um sorriso.

Enquanto isso, o fotógrafo Lance Bannon tira fotos artísticas de Amy Powell, com quem tem um relacionamento aberto, e é provocado pela modelo sobre sua rivalidade com Peter Parker. Esse relacionamento conturbado dos dois será desenvolvido nas próximas edições.

Peter Parker confabula sobre os arrombamentos e decide procurar dois depósitos da Osborn Corp. que ainda não foram violados. Mas antes decide tirar um cochilo e dorme profundamente. Horas depois, Amy Powell o acorda com uma ligação e o convida pra jantar. Ele recusa se dizendo ocupado.

E assim, o Homem-Aranha vai até o depósito. No primeiro, ele não vê nada de estranho e segue para o outro que tem conhecimento. Lá, ele vê uma luz acesa e se encontra pela primeira vez com o Duende Macabro!



O Duende Macabro tenta escapar sem lutar com o Homem-Aranha pois ainda não se sente preparado pra enfrentá-lo. Mas o Aranha investe contra ele e os dois acabam lutando.




Antes que pudesse ser capturado, o Duende Macabro dispara um raio no chão que rompe uma tubulação de gás. O Aranha impede a explosão e o Duende escapa.

Já no seu esconderijo, o Duende Macabro se sente arrasado pela derrota e tenta descobrir qual era o segredo de Norman Osborn para poder enfrentar o Aranha de igual para igual. O Homem-Aranha, por sua vez, lamenta ter perdido o Duende Macabro de vista e tê-lo deixado escapar.



C O M E N T Á R I O S :

Duas edições excelentes!!! Percebe-se que o surgimento do vilão Duende Macabro foi meio que por acaso e o mistério sobre a sua verdadeira identidade seria uma trama que deixaria os leitores cada vez mais intrigados, com diversos "suspeitos" no melhor estilo "Quem matou Odete Roitman?" (hehehe... admito que fui infeliz na comparação).

O visual do Duende Macabro, na minha opinião, é superior ao do Duende Verde e essa versão original (e com esse mistério instaurado acerca da sua verdadeira identidade) é um dos pontos altos da carreira do Homem-Aranha.

O legal do vilão é que quando não está vestido como Duende Macabro, ele é mostrado sempre nas sombras, o que causa um grande impacto na sua figura misteriora. Nisso, John Romita Jr. conseguiu caprichar nos jogos de luz. E não sei se repararam, mas a estréia do vilão conta com a arte-final de ninguém menos do que John Romita Sr.!

Achei muito bem bolada essa ligação do Duende Macabro com sua vontade de superar o Duende Verde original. Outra coisa muito interessante é a própria fragilidade que o vilão admite para si mesmo, quando pensa que ainda não está preparado para enfrentar o herói aracnídeo.

Assim, ele não é somente um vilão todo poderoso criado para fazer mera figuração e protagonizar cenas de ação. Roger Stern vai desenvolvê-lo aos poucos ao longo das próximas edições, de modo que poderemos acompanhar a evolução do personagem (coisa rara nos dias de hoje em se tratando de novos vilões, que parecem vir do nada para ir ao lugar nenhum).

Ou seja, essas duas edições trazem o surgimento de um vilão tão interessante quanto os clássicos já criados. Falarei mais sobre o Duende Macabro à medida em que mais situações com o vilão forem surgindo nas próximas edições.

De pontos negativos aponto a falta de sintonia entre as revistas Amazing Spider-Man e Peter Parker: Spectacular Spider-Man. Se esta última não for lida, o leitor de Amazing ficará perdido nos acontecimentos acerca da maioria dos coadjuvantes do Homem-Aranha já que, como já afirmei anteriormente, o ritmo dessa revista é muito dinâmico (sem espaço para muitos dramas).

Dentre uma das histórias das próximas resenhas de Amazing Spider-Man veremos uma das histórias mais emocionantes da vida do herói.

Abraço a todos!

BAMF!

John Byrne: o sucessor natural de Jack Kirby!

Uma afirmação que usei no Fórum de discussão MBB sobre o fato de o artista e desenhista John Bryne ser, para mim, o “sucessor natural” de Jack Kirby, causou muita polêmica e discussões acirradas com os defensores de ambos os "lados".

De início, não nego, Jack Kirby é o REI! Ele inventou e desenhou praticamente toda a fundação do Universo Marvel, com designs de uniformes que se encontram nas revistas até os dias de hoje!

Seu estilo era simples e direto, mas isso não tira a inventividade do artista em bolar tantas coisas legais. Não falo sobre a personalidade dos personagens, porque aí os créditos ficam, na imensa maioria dos casos, por conta do escritor Stan Lee.

Particularmente, comecei a gostar da arte de Jack Kirby lendo essas Bibliotecas Históricas Marvel, publicadas pela Panini. Antes disso, achava um saco aqueles desenhos. Hoje, no entanto, consigo contextualizar o tempo em que sua arte foi produzida e ver que Kirby desenhava tudo o que Stan Lee pedia... tudo! Do espaço a dinossauros. Para a época, só alguém com uma criatividade monstruosa, como a do Kirby, conseguiria dar conta do recado, já que ele desenhava inúmeras revistas de forma concomitante!

Mas o Rei se foi e o máximo que veremos dele hoje são republicações de seu trabalho...

E hoje, acredito que não exista alguém que não seja John Byrne, dentro do ramo de quadrinhos de super-heróis (muita ênfase aqui), que tenha seguido os passos de Kirby, produzindo uma gama de histórias com tamanha qualidade, tanto em roteiro quanto em arte!

John Byrne não criou muitos heróis ou vilões, mas bebeu da fonte de Kirby e criou excelentes histórias no Quarteto Fantástico (de longe, a maior lembrança do grupo), X-Men (Fênix Negra, Dias de um Futuro Esquecido, aqui, juntamente com Chris Claremont), Vingadores (da Costa Oeste), Hulk (a primeira investida, muito aclamada, porém não concluída por conta da briga com o então editor-chefe da Marvel, Jim Shooter)... sem contar outros inúmeros trabalhos como escritor ou apenas desenhista, tanto na Marvel quanto na DC!

Na DC Comics, Byrne também fez Superman voltar a ter destaque e sucesso (gerando, por outro lado, muito ressentimento pessoal não superado até hoje em alguns fãs do personagem, por conta das mudanças que inseriu), e continuou a seguir Jack Kirby anos mais tarde escrevendo e desenhando o Quarto Mundo (com o nome de Jack Kirby estampado em cada capa das edições, inclusive!).

Assim como o Jack Kirby reinou por ter sido parte da fagulha que desencadeou o Universo Marvel, John Byrne indiscutivelmente dominou os anos 80 e parte dos anos 90 (inclusive, já se destacando um pouco antes disso), com seu traço bonito e dinâmico. E não só isso: ele escreveu também excelentes histórias que, antes mesmo de serem lançadas, os fãs já ficavam apreensivos. Quando seus novos projetos eram anunciados, via-se muita expectatica sobre o que adviria a partir de sua entrada no título relacionado (algo como ocorre nos dias de hoje quando Mark Millar anuncia algo na mídia especializada).

Não há como tirar o mérito de John Byrne pelo que ele foi em razão de, hoje, ele ter perdido a mão quanto à excelência de sua arte (que, infelizmente, se foi) e sua falta de destaque no ramo quadrinístico.

Agora, qual dos dois é melhor? Isso fica a critério de cada um! Na minha opinião, acho o traço de John Byrne muito mais agradável de se acompanhar e apreciar. Sei que Jack Kirby serviu de influência para o Byrne e, honestamente, não vejo o menor problema nisso. Os desenhos do John Byrne no Quarteto, X-Men, Mulher-Hulk, Tropa Alfa, e outros, são excelentes e, para mim, muito mais bonitos de se observar do que os do Kirby. Mas isso sou eu, não posso mentir pra mim mesmo e dizer o contrário por pena do Kirby ou pelo que ele representou.

Não se trata de renegar a importância do “Rei” nas histórias em quadrinhos, mas apenas em ser sincero quando vejo dois desenhos dos mesmos personagens, com arte de ambos os autores, e digo pra mim mesmo: “Prefiro este”.

Abraço a todos!

BAMF!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

The Amazing Spider-Man 233-236: A Corporação Brand! (Parte 02)

The Amazing Spider-Man 233-236.

Roteiro: Roger Stern
Desenhos: John Romita Jr.
Arte-final: vários
Marvel Comics.

E agora segue a seqüência final da trama envolvendo a Corporação Brand.

"Onde está esse #$@% do Norton?"
(Amazing Spider-Man 233, outubro de 1982).

A história começa no Clarim, onde Jonah Jameson tenta usar o desaparecimento do informante Norton como forma de atingir o Homem-Aranha (já que ele apareceu no momento do ataque do Cobra, conforme visto na resenha passada). Todos ficam contra ele (Roobie, Ned Leeds e Marla Madison).

Peter vai ao Clarim procurar trabalho e lá Jameson oferece aos empregados do jornal um mil e quinhentos dólares para quem encontrar o informante Norton, também conhecido como o "Nariz". Parker se interessa pelo dinheiro porque está passando dificuldades (como sempre, heheh...).

De início, o Aranha vai a um bar e tenta descobrir onde está o "Nariz", mas acaba comprometendo uma infiltração policial ao pegar o cara errado (o policial infiltrado). Assim, ele pega o seu banquinho e sai de mansinho. Hehehe...



Em Miami, o vilão chamado Tarântula (Miguel Rodriguez) é contratado para matar "Nariz" Norton. Um dos informantes do contratante do Tarântula localiza Norton em um bar mal freqüentado de Staten Island. Entrementes, Ben Urich também descola a mesma informação.

O Homem-Aranha vê Urich correndo e acha que ele sabe de algo. Assim, ele decide segui-lo. Assim que aparece como Peter Parker para Ben Urich, os dois decidem ir juntos ao bar encontrar o "Nariz". Lá, eles encontram Norton e logo em seguida surge o Tarântula, que nocauteia Urich e pega Norton.

Enquanto o Homem-Aranha luta contra o Tarântula, Norton pensa que todos estão querendo matá-lo e aponta uma arma para Ben Urich.



Dois supostos "investigadores particulares" atiram em Norton, dizendo que ele reagiu mas que inicialmente o queriam vivo. Eles afirmam que Norton tinha segredos industriais da Corporação Brand. O Aranha desconfia de tudo, o Tarântula desaparece e Norton não morre com os tiros.

Em Boston, em uma das unidades da Corporação Brand, um ser misterioso adentra no recinto (é o "vilão" Fogo Fátuo que será revelado logo no início da próxima história, como veremos a seguir).

"É a hora do Fogo Fátuo ter sua vingança!"
(Amazing Spider-Man 234, novembro de 1982).



Fogo Fátuo tranforma-se numa bola de luz incandescente, vai até as engrenagens da unidade da Corporação Brand e manda tudo pelos ares.

Em Nova York, Peter Parker consegue vender suas fotos ("um pouco desfocadas"). Lá, ele vê pela TV a notícia sobre a explosão em Boston e se lembra do incidente em Nova Jersey envolvendo pela primeira vez a Corporação Brand, que ocorreu na revista Peter Parker: The Spectacular Spider-Man 57.



Na ocasião em que o Tarântula se recupera da luta contra o Aranha, ele é contatado por agentes do seu contratante que lhe prometem o poder para se tornar o "Homem-Aranha".

Peter vai a Universidade e descobre por meio de seu colega de pesquisas que a Corporação Brand está abrindo vagas para estágio. Usando esse motivo para investigar o caso, ele finge se interessar pela vaga. Na unidade, ele encontra o diretor executivo James Melvin (com quem ele já se cruzou em Spectacular 57), e sente sujeira no ar. Ele joga um rastreador em Melvin e o segue pela tubulação, agora já trajado como o Homem-Aranha.

Ele segue Melvin até um laboratório ultramoderno, local onde o Tarântula seria submetido à experiência que o tornaria o novo agente da Corporação Brand. Eles lhe aplicam o "soro da réplica aracnídea". O Aranha interfere e diz (na edição nacional):

"Ei, cientista maluco! Você não sabia que quando fizeram o Homem-Aranha jogaram a receita fora?"

Hehehe... Fogo Fátuo também aparece e tenta destruir tudo. Ele e o Aranha iniciam um confronto.



De repente, Fogo Fátuo é atingido por um tiro. O tanque onde se encontra o Tarântula se agita violentamente e dele surge... o Novo Tarântula!


"Criaturas Malditas"
(Amazing Spider-Man 235, dezembro de 1982).



O novo Tarântula, transformado em uma figura monstruosa, culpa o Aranha pelo acontecido (coitado do cabeça de teia, hehehe...) e os dois travam uma luta. Fogo Fátuo intervém e tentar matar o Tarântula.



A luta sai dos limites do edifício e os dois oponentes do Aranha supostamente afundaram na baía da Jamaica. O Aranha volta pra buscar sua câmera que havia registrado tudo (depois é mostrado que todas as fotos queimaram; que azarado, heheh...).

No Clarim, Jameson apresenta a Robbie, Leeds e Marla um agente do Departamento de Justiça que revela alguns segredos da Corporação Brand e da Companhia de Petróleo Roxxon, sua controladora. Ele quer pegar os cabeças da Brand e pede para que eles não façam nenhuma matéria a respeito, para o desgosto de Leeds.

O Homem-Aranha vai até a casa de Melvin, o diretor executivo, e lá ele observa uma conversa dele com o presidente da Roxxon (John T. Gamelin).

Fogo Fátuo aparece e conta usa origem. Ele é Jackson Arvad, que trabalhava arduamente pra Melvin no centro de pesquisas eletromagnéticas. De tanto trabalhar, certa vez ele pegou no sono e sofreu um acidente com a Câmara Magno. Melvin aproveitou a situação e o tornou um objeto de pesquisa.

O "vilão" Fogo Fátuo usa seus dons hipnóticos e pede um aperto de mão de Melvin (a fim de matá-lo).



Mas o Homem-Aranha aparece e os dois brigam. Até que, de repente, surge o Tarântula que aparece com Melvin supostamente morto nos seus braços... ou patas!


"Morte Sinistra"
(Amazing Spider-Man 236, janeiro de 1983).



O presidente da Roxxon (John T. Gamelin) pensa que o Tarântula matou Melvin, o diretor executivo. Ele assiste a tudo pela tela do seu computador (a mesma que ele usou para conversar com Melvin). Para tanto, ele aciona uma câmera para observar o que acontece na casa do diretor.

Lá, o Homem-Aranha conversa com Fogo Fátuo tentando impedi-lo de assassinar Melvin. Fogo diz que o Tarântula está sob seu controle. Mas o novo Tarântula escapa do estado hipnótico de Fogo e vê em Melvin sua nova presa. O Homem-Aranha salva Melvin levando-o para fora da casa.

Fogo Fátuo nocauteia o já descontrolado Tarântula. O presidente da Roxxon assiste tudo e contata uma pessoa chamada Senhor D'Angelo. Este manda Gamelin fazer uma "limpeza". O Tarântula foge.

O Homem-Aranha leva Melvin para cima de um prédio e lá Fogo Fátuo aparece para matá-lo. Os dois lutam e depois de o "vilão" ser derrotado, o Aranha tenta convencê-lo a falar com as autoridades e que a Justiça cuidaria do caso. Quando o leva pra se encontrar com Melvin, o Tarântula está no local tentando devorá-lo.

O Aranha luta com o Tarântula e, no mesmo momento, a Companhia Roxxon usa sua influência e interrompe uma reportagem de Geraldo (um famoso apresentador de TV dos Estados Unidos), que transmitia todo o ocorrido.

Enquanto o Homem-Aranha está ocupado com o Tarântula, Fogo Fátuo tenta matar Melvin mas se arrepende no último momento. Depois de finalmente descobrir que se transformou em um monstro, o Tarântula tenta matar Melvin, mas Fogo Fátuo o protege e o leva para a polícia.
Desesperado, ele pede para que o matem. Ele salta do prédio em direção aos policiais e eles atiram no Tarântula em uma cena comovente!

Melvin é forçado a confessar seus atos. Fogo Fátuo agradece o Aranha e diz que vai sair a procura de seu destino.

No final, Peter assiste no Clarim o presidente da Roxxon (Gamelin) dar uma declaração na TV se dizendo chocado com o ocorrido com os incidentes nas subsidiárias da empresa. Gamelin promete "investigar" as irregularidades pessoalmente (ele está envolvido nisso até o pescoço).

Parker diz a Robbie que tudo se resolveu, mas logo eles ouvem uma chamada na TV em que a Roxxon patrocina um programa, o que mostra ainda a força que a Corporação Brand possui.



C O M E N T Á R I O S :

Essa história procura colocar um ponto final no tema da Corporação Brand. Ela é recheada de cenas de ação, ao mesmo tempo em que conta com um bom conteúdo referente ao poder que uma corporação pode ter em todos os meios (inclusive, os de comunicação).

Peter Parker continua azarado como sempre, e é sempre bom vê-lo sempre passando por cima dos problemas do dia-a-dia. Observa-se que a revista Amazing Spider-Man não lida muito com as questões pessoais do herói, objetivo esse da sua revista irmã Peter Parker. Assim, basicamente as situações são colocadas de maneira muito dinâmica de maneira que Peter quase nunca tem tempo de "respirar" nessa revista.

Pessoas misteriosas, informantes, contratantes... tudo é mostrado como se resultasse em uma infinita teia de conexões (com o perdão do trocadilho) envolvendo a Corporação Brand. A experiência mal sucedida com o Tarântula foi muito bem explorada e seu sacrifício no final do arco, como disse acima, é emocionante (por mais que se trate de um vilão, senti pena de sua desgraça pessoal).

Também a redenção de Fogo Fátuo mostra os personagens podem ser tridimensionais quando bem trabalhados. Inseri aspas nessa história quando me refiro a ele como "vilão", sendo que sua verdadeira natureza nessa história mais se assemelha a um oponente circunstancial do Homem-Aranha.

Os coadjuvantes mantém-se os mesmos, encabeçados pelo editor-chefe do Clarim, Jonah Jameson, Joe Robertson, Ned Leeds e Marla Madison. Tia May e outros personagens, como já afirmei acima, seriam mais explorados na revista Peter Parker: The Spectacular Spider-Man. Inclusive, quando Tia May reaparecer nas histórias de Amazing, muita coisa já vai ter mudado desde a última vez que a vimos, como o fato dela já ter deixado o Asilo Lar Feliz (adorei o nome traduzido, heheh...) e voltado para sua casa. Mas isso será explicado sucintamente em outra oportunidade.

Apesar de ser dividida em quatro partes, a trama não parece em nenhum momento enrolar o leitor. Acredito que foi feita na medida certa e gostei bastante do resultado.

Com a questão resolvida (em termos) da Corporação Brand, no próximo arco de histórias veremos finalmente o surgimento do primeiro e mais interessante Duende Macabro!

Abraço a todos!

BAMF!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Editado: "Lanterna Verde: Renascimento".

Olá!

Hoje reli a mini-série Lanterna Verde: Renascimento (porque é realmente muito boa!) e aproveitei para reformular o texto das duas resenhas que haviam nesse Blog sobre ela.

Agora, acredito que tenha ficado bem mais coeso ter todo o conteúdo sobre a história em uma única postagem. O texto foi ampliado e em algumas partes reformulado, mas o esqueleto básico continua sendo o original, de maneira que nada foi desvirtuado.

Também cheguei à conclusão de que não conseguirei ler e escrever sobre a Tropa dos Lanternas Verdes, por falta de tempo. Assim, acho que vou apenas ler e depois já iniciar comentários sobre a "Guerra dos Anéis" (Argh, que nome...).

Para ler o texto revisado, procure no marcador Lanterna Verde ou clique aqui.

Em breve, teremos novidades sobre os X-Men.

Abraço a todos!

BAMF!

The Amazing Spider-Man 231-232: A Corporação Brand! (Parte 01)

The Amazing Spider-Man 231-232.

Roteiro: Roger Stern
Desenhos: John Romita Jr.
Arte-final: Jim Mooney
Marvel Comics.

Dando continuidade às histórias produzidas por Roger Stern e John Romita Jr., veremos agora o início da resolução da trama envolvendo a Corporação Brand, iniciada na revista Peter Parker: The Spectacular Spider-Man.

Ressalte-se que o título da postagem, "A Corporação Brand", foi criado por mim para abranger toda a trama central produzida.

“Um dia de cão”
(The Amazing Spider-Man 231, agosto de 1982).

A história se inicia em um depósito da polícia onde são guardados produtos de crimes. Dois policiais pensam ter ouvido algum barulho vindo de dentro do depósito (e realmente ouviram) e, logo após deixarem o recinto, o vilão chamado Cobra se apropria de jóias roubadas apreendidas pela polícia de um roubo de semanas atrás.

Ele pega parte das jóias e promete voltar para buscar mais. Enquanto volta para o seu luxuoso apartamento, onde se esconde, ele se sente satisfeito nesse novo esquema de furtos. E ainda se lembra de seu antigo parceiro, Mister Hyde, supostamente morto em um confronto com o Capitão América, e não tem boas lembranças daquela época.

Enquanto isso, o Peter Parker faz dois novos uniformes (uma cena cortada nas revistas nacionais da Editora Abril, conforme vocês verão na imagem a seguir) e logo em seguida transita pelos céus da cidade. Abaixo dele, perto do local onde o Fanático foi enterrado na história anterior, uma figura misteriosa jura sua vingança.



No Clarim, Jonah Jameson se reúne com Ned Leeds e Marla Madison e manda Leeds investigar a Corporação Brand, por conta de suas ligações com esquemas ilícitos. Ned e Marla vão ao encontro de um informante chamado Norton (o “Nariz”). Antes de partir, Leeds se despede de sua esposa Betty e como esta fica preocupada, liga para Peter (que estava na Universidade) e este a acalma. Peter decide ir ao local do encontro.

Ned Leeds e Marla Madison vão ao Maxie's, um bar em uma região decadente de Nova York e encontram com o informante Norton. Lá, o Cobra usando um disfarce aparece pois também estava à procura de Norton. Ele reconhece Ned Leeds como o repórter que assistiu ao seu julgamento e pensa que Norton o está entregando. Assim, ele decide dar cabo do informante.

Já nos trajes do Cobra, o vilão tenta matar Norton, mas o Homem-Aranha aparece e os dois começam a brigar.



Em um determinado momento da luta, quando o Cobra já não oferece mais resistência por ter sido nocauteado pelo Homem-Aranha, o vilão Mister Hyde aparece de forma ameaçadora. Ou seja, ao contrário do que o leitor foi induzido a pensar, não era o Fanático que estava nas sombras jurando vingança, mas sim, Hyde.


“Hyde... à plena vista!”
(The Amazing Spider-Man 232, setembro de 1982).



Mister Hyde pede para que o Homem-Aranha entregue o Cobra. Ele nega e assim eles começam a lutar.

Enquanto isso, Ned Leeds e Marla Madison aguardam o Homem-Aranha trazer o Cobra à delegacia. Ela continua com sua desconfiança sobre o Homem-Aranha. O fotógrafo do Clarim que concorre com Parker, Lance Bannon, aparece para tirar umas fotos do embate. De repente, todos ouvem um barulho e vão para o lado de fora onde a luta prossegue.

O Homem-Aranha arma uma estratégia para retardar os movimentos do Mister Hyde. Ele joga o Cobra com um pouco de teia e Hyde fica grudado no outro vilão.



Entrementes, Lance Bannon e Ned Leeds vão a um local assistir tudo de “camarote”. Bannon procura tirar fotos em um local com pouca segurança.

Mister Hyde derruba caixas d'água de um prédio que acaba fazendo com que Bannon seja atirado de cima de onde estava. O Aranha o salva, mas a máquina fotográfica de Bannon estraga. Ele briga com o Aranha por não ter salvo sua máquina para indignação do herói.



O Aranha perde os vilões de vista e decide voltar pra universidade. Na pressa, acaba não comparecendo a uma festa surpresa que prepararam pra ele.

Hyde leva o Cobra ao apartamento luxuoso daquele. Lá, ele tenta matá-lo pelo fato de seu antigo parceiro tê-lo deixado na prisão. Mas o Homem-Aranha aparece quebrando a janela e diz que os localizou porque colocou um rastreador no Cobra antes de colá-lo em Hyde.

Depois de uma boa briga, o Homem-Aranha consegue nocautear Mister Hyde e, antes que Cobra tente escapar, ele o impede. Assim, o vilão se rende e é preso.



C O M E N T Á R I O S :

Aqui se inicia o que eu chamo grosseiramente de “Saga da Corporação Brand”. Primeiro porque não é uma saga e sim uma sucessão de histórias tendo a Corporação Brand como tema maior. E segundo porque essa história com o Cobra e Mister Hyde não guarda muita ligação com a próxima, com exceção do informante Norton (o "Nariz"), que será muito importante no desenrolar dessa trama que começa a tomar a forma de resolução.

Na verdade, esse imbróglio todo com a Corporação Brand já havia começado antes. Mas isso ocorreu na revista Peter Parker: The Spectacular Spider-Man. Aqui também não é explicado o pedido de demissão de Peter como professor assistente da Universidade. Isso também ocorreu na outra revista do Homem-Aranha, escrita por Bill Mantlo na época. Não abordarei o assunto porque não quero fugir da proposta inicial (analisar a fase de Roger Stern e John Romita Jr.).

A trama, como se percebe, é bastante simples. O Homem-Aranha enfrenta dois vilões, sendo que um deles quer a morte do outro por um ato que considera traição. As cenas de luta são bem construídas, como a idéia do Aranha pregar o Cobra em uma das mãos de Hyde. Ao invés de ficar eternamente usando os mesmos personagens, o escritor Roger Stern se utiliza de uma galeria bastante diversificada de vilões do Universo Marvel.

John Romita Jr., nos desenhos, mantém o mesmo padrão das histórias passadas. Curioso que nessa época ele não ousava muito. Seus quadros parecem ter sempre a mesma diagramação, mas isso não prejudica a qualidade dos desenhos que são muito fáceis e agradáveis de se acompanhar.

Enfim, uma boa história com momentos engraçados nos diálogos do Aranha quando confronta seus oponentes. No próximo arco, termina todo o desenrolar da Corporação Brand, em um conjunto de quatro histórias com a mesma equipe criativa.

Abraço a todos!

BAMF!