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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O que é um "Arco"?


Esta postagem foi feita em resposta à dúvida do Railer, que me perguntou o que é um “Arco”, em duas oportunidades. Eu havia respondido já na primeira vez, só que com as atualizações do Blog, a resposta foi ficando para trás e, logo depois, entrou para o arquivo e só lá poderia ser encontrada. Assim, ficou um tanto quanto difícil encontrar.

Pois bem. A imagem acima se refere a três edições da revista New X-Men, quais sejam, as de número 114-116. Trata-se da estreia de Grant Morrison como escritor do título e seu primeiro arco se chamou “E is for Extinction” (“E de Extinção”). Mas, enfim, o que é um “arco”?

Por questões práticas, usamos a expressão “Arco” para significar um “Arco de Histórias”. A parte final, “de histórias”, fica suprimida por elipse.

Assim, no caso de “E is for Extinction”, o escritor quis contar uma história que se dividiu em três partes (repare nas figuras colocadas acima). Cada edição da revista New X-Men representou uma segmento da história mas isso não significa que a terceira parte seja a última edição da revista.

Logo após desse primeiro arco, surgiram outros, desenvolvendo o andamento da revista com o surgimento de novas tramas, ou simplesmente novas revelações sobre as anteriores. Assim, logo depois, em New X-Men, vieram os arcos “Germ Free Generation”, “Imperial” etc.

Nem sempre uma edição faz parte de um arco. Pode ser simplesmente uma história autocontida, que não precisa se dividir em mais de uma parte. Normalmente quando estamos diante de um arco de histórias, isso pode ser facilmente identificado ou pela capa ou pelos créditos insertos dentro na revista.

Espero que com isso eu tenha esclarecido sua dúvida, Railer.

Abraço!

domingo, 6 de setembro de 2009

X-Men: Manifest Destiny 01-05 e Nightcrawler.


"Morte ou Cura" e outras histórias
(X-Men: Manifest Destiny 01-05 e X-Men: Manifest Destiny - Nightcrawler)

Roteiro: Mike Carey e outros
Desenhos: Michael Ryan e outros
Arte-final: Victor Olazaba e outros
Marvel Comics.

Já vimos em outra oportunidade uma amostra de como começou a minissérie X-Men: Manifest Destiny, que conta com diversas pequenas histórias envolvendo alguns dos personagens da franquia mutante que não andam tendo muito destaque nas séries principais dos X-Men.

Penso que a história envolvendo o personagem Homem de Gelo, “Morte ou Cura”, até por se desenrolar ao longo das cinco edições da revista, seja a mais importante, em razão dela continuar o desenvolvimento de uma trama iniciada no título X-Men, de autoria de Mike Carey: o envolvimento de Mística com Bobby Drake.

E aqui, nessa minissérie, a vilã usa toda a sua astúcia para “ajudar” Bobby a voltar a ter o controle de seus poderes. “Ajudar” entre aspas, uma vez que a personagem usa artifícios pra lá de duvidosos, como terrorismo e assassinato.

O ponto mais importante dessa história envolvendo Bobby e Raven ocorre quando o Homem de Gelo entende as razões da vilã tresloucada. Por mais estrambelhadas e psicóticas que sejam os meios utilizados por Mística, esta no fundo quer ajudar aqueles por quem ela preza, mas dentro da sua concepção do que seja o correto. Isso ajuda a enriquecer um pouco mais a personalidade de Mística que, de tempos em tempos, muda de lado para cair novamente na tentação de fazer maldades. Heheh...

Os desenhos de Michael Ryan mostram um estilo um pouco mais cartunesco, com olhos exageradamente arregalados. Ryan nunca seguiu um estilo realista, mas seus desenhos no título New X-Men: Academy X eram bem agradáveis. Alguns movimentos criados por ele em cenas de ação ficaram meio estranhos, com os corpos dos personagens meio tortos e inverossímeis. No entanto, foi o melhor desenhista perto dos outros que acompanharam as edições da minissérie.


As outras histórias são todas descartáveis: Emma Frost coloca em cheque sua lealdade pela milésima vez; Fanático tem uma conversa insuportável em um bar; Avalanche é coagido pelos X-Men a andar na linha; Cristal ajuda uma tripulação em um voo; Mercury se sente feia; Colossus lamenta a morte de Kitty; Graymalkin conta sua origem; e Noturno se acha inútil em duas situações distintas (em uma pequena história dentro da minissérie e em uma edição especial dedicada especialmente a ele) e, na última, abandona os X-Men apenas para voltar logo em seguida.

Agora, confesso que fiquei surpreso que o selo “Destino Manifesto” tinha relação com a história do movimento expansionista norte-americano. Este deslize só foi notado por mim graças ao texto do editor da revista nacional dos X-Men. Que vergonha...

Penso que o nome dado a esta nova fase dos X-Men como Destino Manifesto tenha a ver com a conjugação de forças com que os X-Men parecem estar se organizando, o tal “exército” montado por Ciclope em São Francisco. A própria localização da nova base dos X-Men, em um lugar onde os mutantes são aceitos, guarda relação com um movimento de auto-afirmação de uma população (no caso aqui, os mutantes). Achei bem interessante o paralelo. Porém, a execução...


Abaixo um pouco sobre esse acontecimento histórico, de autoria de Rainer Sousa:

A conquista da independência alcançada pelos Estados Unidos promoveu um notável processo de crescimento econômico e populacional. Mais do que isso, a vitória contra os antigos laços coloniais foi apenas o primeiro passo para que outras conquistas viessem a ser logo empreendidas por essa mesma população. Nesse contexto, observamos o expressivo alargamento das fronteiras da nação norte-americana rumo ao norte e ao sul de um imenso espaço inexplorado.
A
primeira das conquistas estabelecidas pelos Estados Unidos aconteceu em 1803, quando o governo negociou a compra da Louisiana junto aos franceses. Pouco tempo depois, no ano de 1819, o governo conseguiu adquirir a Flórida anteriormente controlada pelos espanhóis. Essa mesma política de compra territorial também aconteceu no Alasca – comprado dos russos em 1867, e na conquista do Oregon – região que anteriormente pertencia aos domínios do Império Britânico.
No caso
de conquista da região do Texas, os Estados Unidos tiveram que empreender uma guerra contra o México. Desde as primeiras décadas do século XIX, colonos norte-americanos se instalavam de forma ilegal ou consentida nos territórios texanos empreendendo formas autônomas de organização de suas áreas de influência. Com o passar do tempo, o não reconhecimento da autoridade política mexicana incitou os colonos daquela área a travarem uma guerra contra os mexicanos.

A vitória contra os mexicanos aconteceu paralelamente ao processo de ocupação das terras a oeste. A busca e o controle dessas terras motivaram diversos colonos e imigrantes europeus a tentarem a sorte buscando um pedaço de terra onde poderiam alcançar uma vida mais próspera. É importante ressaltar que nessa corrida, um violento conflito contra as populações indígenas promoveu, décadas mais tarde, as famosas histórias que marcaram os filmes de faroeste.

Contudo, mesmo sendo marcada pela violência e pelas guerras, a expansão dos Estados Unidos até o extremo oeste recebeu uma significativa justificação ideológica, a doutrina do Destino Manifesto, que colocou os colonos norte-americanos como divinamente destinados a promover a conquista dessas novas terras. A ambição e o interesse econômico ganharam um arrebatador apelo religioso que legitimava os conflitos e massacres que marcaram esse episódio na história norte-americana.

Todas essas conquistas territoriais foram de fundamental importância para que os Estados Unidos acelerassem o seu processo de desenvolvimento agrícola e industrial. No setor agrário, o país conseguiu ampliar sua produção de trigo, milho e algodão. Além disso, a criação de ovinos, suínos e bovinos significou outra frente de fortalecimento da pecuária estadunidense. Na indústria, o crescimento dos mercados consumidores e o investimento em infra-estrutura dinamizaram a economia nacional.

Os ganhos alcançados por meio de tantas conquistas foram a prova fundamental que comprovava a doutrina do Destino Manifesto. Com isso, essa sociedade mobilizada em torno do objetivo de conquistar terras construiu uma auto-imagem de uma nação eleita por Deus para civilizar novas terras e prosperar economicamente. Dessa forma, estavam estabelecidas as condições e o sentimento que transformaram as antigas Treze Colônias em uma grande potência mundial.



Abraço!

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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Madelyne Pryor: Anos Perdidos.

Literalmente perdidos!

Depois de sua morte na saga Inferno, a personagem Madelyne Pryor não deveria ter mais voltado. Mas voltou na fraquíssima série X-Man nos famigerados anos 90, uma cria do Jeph Loeb. Muita coisa deixou de ser publicada aqui no Brasil dessa série, de modo que os leitores ficaram sem saber qual o destino da personagem (uma de minhas vilãs favoritas).

Como vimos em “Sisterhood”, arco da revista Uncanny X-Men, ela voltou para atazanar a vida dos mutantes de São Francisco. Com base nisso, fiz uma tradução livre para os Protocolos Xavier do que estava contido no Uncannyxmen.net sobre a passagem da personagem no título X-Man. Detalhe: como o site nacional segue a cronologia das publicações da Panini, o paradeiro de Madelyne ainda é incerto no Brasil.

Posto aqui para quem tiver curiosidade, e para fins de registro, além de recomendar ambos os sites (pode haver equívocos):

“Anos depois, quando Nate Grey ingressou no Universo 616 da Marvel, após a saga Era do Apocalipse, ele acidentalmente criou um novo corpo ao fantasma psiônico de Madelyne. Quase completamente sem suas lembranças, Madelyne apenas se lembrava de seu ódio pelo Sr. Sinistro, além de alguns “flashbacks” de um grupo chamado X-Men. Contudo, ela não fazia ideia do que significava tudo aquilo. Em Paris, ela foi atraída ao apartamento de Selene e, gradativamente, a vilã começou a influenciar Madelyne. Selene usou Madelyne também para atrair a atenção de Trevor Fitzroy. Madelyne derrotou Fitzoy com sua telecinese, penetrando em sua armadura, de modo que ele se tornou uma presa fácil para Selene [X-Man 16-17].

Selene e seus companheiros viarajam para Nova York e se encontraram com Sebastian Shaw e Tessa, sugerindo a reintegração do Círculo Interno do Clube do Inferno. Selene apresentou Madelyne como a nova Torre Negra do Clube e Shaw e Tessa ficaram surpresos ao ver a mulher responsável pelo evento chamdo “Inferno” estar sob a influência de Selene.

A fim de provar seu valor, Madelyne travou uma batalha contra contra a Torre Vermelha do Clube do Inferno londrino, Scribe, na qual ela não só vence facilmente, como também expulsa o mutante parasita Mountjoy do corpo da mulher. [X-Man 22-23].

À noite, Tessa realiza uma sonda psíquica na mente de Madelyne mas é descoberta. Madelyne derrota Tessa e descobre-se que também possui poderes telepáticos, fazendo com que Tessa esqueça todo o incidente. A invasão na mente de Madelyne acaba restaurando suas memórias [X-Man Annual '96].

Agora lembrando de todo o seu passado, Madelyne se livra da influência de Selene. Ela sai então a procura de Nate Grey mas acaba encontrando Threnody. Furiosa em saber de que ainda estava morta, não obstante ainda possuir um corpo e respirar, Madelyne mata Threnody. Logo depois, ela se reencontra com Nate no lugar onde eles se encontraram pela primeira vez, nos Alpes Suíços.

Só que Nate estava com Jean Grey e, em uma batalha, o X-Man escolhe ficar ao lado de Jean. Nate e Jean descobrem que Madelyne era um fantasma psíquico, que ganhou forma graças ao inconsciente de Nate. Ele tenta reabsorvê-la, mas descobre que não pode mais, uma vez que ela agora se tornara independente. Madelyne escapa e se reencontra com Sebastian Shaw, ocasião na qual ambos passam uma noite juntos [X-Man 24-25].

Madelyne e Sebastian ficam bastante próximos, inclusive demonstrando sua intimidade em público durante um baile do Clube do Inferno [X-Man 28]. Então, quando uma operação do Clube do Inferno foi interferida por Cable, Madelyne troca de lado. Ela dá ao seu filho, Nathan, pistas sobre a localização do vilão e, logo depois, abandona sua posição no Círculo Interno [Cable 50].

Algumas semanas depois, Madelyne aparece novamente ao lado de X-Man, agora com capacidade de se teleportar. Ela o ajuda em uma batalha contra os “Great Beasts”, demonstrando que ela quer ficar ao lado de Nate, mesmo a contragosto deste [X-Man 39-41].

De início, ele não se sente à vontade em sua companhia, mas assim que tem incício a “Guerra Psíquica” (um evento que mostra uma batalha entre Psylocke e o Rei das Sombras), ocorre temporariamente um “apagão” dos poderes psiônicos no mundo, e, com isso, ele recebe de bom grado a ajuda de Maddie. A relação entre os dois se desenvolve, misturando aspectos de amizade, amor e laços de família [X-Man 44].

Quando Nate é atacado por um grupo de operações vestindo armaduras que os protegiam de ataques psíquicos (”Strikesquad: Gauntlet”), Madelyne é enterrada viva por um deles. Ela escapa por meio de teleporte, mas devido à quantidade de energia despendida por Nate, ela começa a mudar de forma, como se estivesse “murchando”. Sentindo-se sem condições de continuar com Nate, ela o deixa [X-Man 52].

Em torno de um semestre depois, o X-Man novamente ganha a companhia de Madelyne, mas é revelado que na verdade esta “Maddie” não passa de uma Jean Grey malígna de uma linha alternativa. Aparentemente, ela se aproveitou da condição da Madelyne criada por Nate e a assassinou para tomar seu lugar. Sua explicação simplesmente foi dizer que havia substituído Madelyne há alguns meses atrás [X-Man 67].

O paradeiro da “verdadeira” Madelyne é incerto, mas aparentemente ela está morta. Na ocasião em que os “Doze” foram capturados por Apocalipse, Cable e Ciclope se reencontraram com o fantasma psíquico de Madelyne no plano astral, e ambos fazem as pazes com ela. Na ocasião, ela aparentemente não tinha mais suas habilidades de telecinese e teleporte [Cable 76]. Ademais, o trágico destino do X-Man também influenciou no seu desaparecimento, uma vez que com isso ela perdeu sua fonte de energia.”


Abraço!

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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Disney compra Marvel Entertainment Inc.

Este Blog não é sobre novidades. Para isso, existem inúmeros portais nacionais que já traduzem, em grande parte, as notícias que aparecem no mundo da nova arte.

No entanto, em virtude da relevância do assunto, coloco aqui uma das várias matérias sobre a aquisição da Marvel pela Disney. De longe, este é um dos anúncios mais bombásticos desse ano e que pode (ou não) representar um reviravolta na linha editorial da Marvel (apesar do editor-chefe Joe Quesada já ter dito que nada será alterado).

Do UOL:

Disney anuncia compra da Marvel por US$ 4 bilhões
Da Redação

A Walt Disney Co. anunciou nesta segunda-feira que fechou um acordo para comprar a Marvel Entertainment Inc. em troca de pagamento em dinheiro e ações no valor de quatro bilhões de dólares. "Acreditamos que somando a Marvel a um único portfólio de marcas da Disney teremos significativas oportunidades de crescer e criar valor a longo prazo", declarou o presidente e diretor executivo da Disney, Robert Iger.

O diretor executivo da Marvel, Ike Perlmutter, também comemorou a negociação: "A Disney é o lar perfeito para o arquivo de personagens da Marvel, dada sua provada habilidade para ampliar a criação de conteúdos e empreendimentos. "Esta é uma oportunidade sem precedentes para a Marvel de fortalecer sua vibrante marca, tendo acesso à formidável organização global e infraestructura da Disney em todo o mundo", completou.

Além de Homem-aranha, Homem de Ferro e X-Men, o elenco de mais de 5.000 personagens da Marvel inclui o Capitão América, o Quarteto Fantástico, Thor, entre outros. Disney e Marvel anunciaram que os acionistas da Marvel receberão 30 dólares por título em dinheiro e aproximadamente 0,745 de ação da Disney por cada ação da Marvel.

Com base na cotação de fechamento da ação da Disney na sexta-feira passada, o valor da negociação é de 50 dólares por cada ação da Marvel ou aproximadamente quatro bilhões de dólares. Perlmutter continuará supervisionando as propriedades da Marvel, que incluem Marvel Studios, Marvel Animation e Marvel Comics, e "trabalhará diretamente com linhas globais de negócios da Disney para (...) integrar o patrimônio da Marvel", completa o comunicado.

Nem bem terminado o acordo, já começaram as piadinhas. E algumas delas ficaram ótimas! As imagens abaixo sintetizam muito bem a força da Disney, bem como (e paradoxalmente) o receio de que os personagens da Marvel possam ser infantilizados (um exagero, na minha opinião).

Vejam:




Espero que tudo isso fique só nas piadas. Hehehe...


Abraço!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

X-Factor: O Fim?


Bem, adianto que o sensacionalismo ficará só no título. A Marvel anda fazendo um mistério em torno do título X-Factor, tendo em vista que ele não apareceu nas solicitações do mês de novembro. Assim, aparentemente (digo, forçando muito a barra...) a revista seria cancelada na sua 50ª edição. (Obs: Lembre-se que a ausência de títulos em determinados meses não significa necessariamente cancelamento, como provam as revistas Thor e Runaways).

Mas, para incrementar o rumor, o escritor da revista, Peter David, anda espalhando na internet indícios desse suposto cancelamento por conta das baixas vendas. David reclama que a qualidade do título é notória entre a crítica especializada mas que, mesmo assim, os varejistas não aumentam os pedidos para estocarem em suas lojas. Pobre Madrox...

Mas os fãs da série nada têm a temer. Muito provavelmente, essa é mais uma jogada de marketing da Marvel para que a revista X-Factor recupere sua numeração original. Como o primeiro volume teve 149 edições e este terceiro 50, é provável que em dezembro seja lançada X-Factor 200. Essa estratégia tem dado certo nas revistas mais tradicionais da editora, como Amazing Spider-Man, Thor e Capitain America.

Sobre isso, penso que renumerar séries que não contam com uma numeração muito grande, como a 500ª ou 600ª edição, não é uma medida muito razoável. Confesso que fiquei feliz quando a Marvel restaurou a numeração original de suas séries clássicas, que foram desnecessariamente canceladas apenas para serem relançadas no mês seguinte. Com isso, recuperava-se a continuidade das histórias iniciadas na gênese do Universo Marvel moderno, ou seja, no início dos anos 60.

Porém, renumerar revistas como X-Factor e Thunderbolts, por exemplo, é completamente sem sentido. Para ficar só na primeira, o terceiro volume do título não guarda relação de continuidade com o que foi cancelado, com exceção de alguns personagens que participaram do elenco da revista. Não são os X-Men originais e nem uma equipe a serviço do governo que marcaram as duas fases daquela época que figuram na revista escrita por Peter David. O propósito do grupo é completamente distinto de tudo aquilo.

Mas, já que as vendas andam girando em torno de apenas 32.000 unidades (o primo pobre da franquia mutante), ler X-Factor estampando sua 200ª edição é um preço até que baixo se considerarmos que a revista poderia ser mesmo cancelada por baixas vendas. Não obstante a revista X-Factor ser o título mutante que menos vende, ele é um dos primeiros em termos de qualidade.

Em breve, veremos mais análises sobre a revista X-Factor sob o comando de Peter David.

Abraço!

Leia também:

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Mudanças que tememos.


Olá pessoal,

Recentemente eu mudei de residência. Agora moro em um apartamento bem bacana perto do trabalho. Nesses dias em que o blog ficou parado, eu usei a maior parte do meu tempo para colocar as coisas em ordem lá na nova casa. Foi por isso que não tive muito tempo de atualizar este espaço.

Por outro lado, entre um intervalo e outro, até que consegui ler bastante coisa! Consegui terminar todos os encadernados do Sandman da editora Conrad e fiquei muito impressionado com a qualidade da série. No dia em que for reler essas histórias, eu farei comentários sobre os arcos. Aliás, até fiz isso sobre o primeiro, Prelúdios e Noturnos, mas esse foi o único arco que eu já li mais de uma vez.

Também coloquei a leitura de algumas publicações nacionais em dia, como as revistas Os Novos Vingadores e Avante, Vingadores!, além do que já foi publicado até aqui sobre Invasão Secreta, todos da Panini. Eram em média 10 edições de atraso por título. Atualmente, estou colocando em dia a revista Universo Marvel (depois farei o mesmo com as outas, como Homem-Aranha, Marvel MAX, etc...).

Pois é, é muita coisa pendente e isso me deixa um pouco sem tempo pra escrever. Se tivesse tempo suficiente, escreveria sobre a maioria das séries publicadas mas, por enquanto, isso ficará só na vontade. Em breve farei umas "revisões rápidas" sobre alguns títulos dessas revistas citadas acima que me surpreenderam positivamente.

Agora, quanto ao Blog, quero ver se pelo menos faço as resenhas das revistas dos X-Men. Acho que comentar os arcos fica bem mais fácil do que as edições separadas. Confesso que escrever quatro resenhas sobre “Lovelorn” (Uncanny X-Men 504-507) foi dose...

Como a regra aqui é mudar de regra, vamos ver como isso se sai.

Abraço!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

John Byrne: Galeria de Arte (X-Men).

No site oficial do John Byrne, existe uma seção em que o autor deixa suas artes comissionadas disponíveis para visualização.

Provavelmente, este é o atual ganha pão do desenhista, porque ele não trabalha mais em grandes projetos da Marvel ou da DC já há algum tempo.

Algumas imagens são realmente toscas e mostram porque ele não consegue mais emplacar um grande sucesso (além, é claro, por conta do seu ego inflado). Seu estilo mudou, ficou mais "preguiçoso", desleixado, desprendido a detalhes. Ainda por cima, hoje em dia ele desenha os seres humanos como anões já que eles são mostrados com pernas muito curtas.

No entanto, existem alguns desenhos recentes que ele produziu que lembram muito os grandes momentos em que sua arte reinou, notadamente por todo o período dos anos 80. Engraçado como Byrne consegue alternar desenhos muito bons (como antes) e ruins (como a maioria dos de hoje)!

Aqui vão algumas amostras daquilo que acho que ficou bem desenhado.

Acima, Byrne retrata o famoso "arremesso especial" de Colossus e Wolverine contra um Sentinela.

Abaixo, a imagem mostra os X-Men enfrentando a Irmandade de Mutantes:


E, por fim, Byrne relembra os X-Men enfrentando a Guarda Imperial de Shiar, no desfecho da Saga da Fênix Negra:


Em outra oportunidade, postarei outras imagens interessantes que eu tenha gostado. Espero que um dia John Byrne possa desenhar assim sempre (uma pena, já que não é o que ocorre na maioria de seus trabalhos).

Abraço!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Algumas mudanças.

Tendo em vista uma quantidade enorme de revistas pendentes que eu tenho pra ler, resolvi promover algumas mudanças nas resenhas que estão sendo realizadas aqui.

Vou abrir uma nova seção contendo "Revisões Rápidas" (não encontrei nome melhor, hehe..) de algumas séries que eu acompanho regularmente.

Assim, ao invés de passar batido por algumas edições, darei minha impressão geral sobre o que se passou na revista.

Acredito que isso agilizará as atualizações do blog (julho é um mês atípico). As revisões mais amplas poderão ficar para títulos como Uncanny X-Men e alguns lançamentos.

Isso não será uma regra, mas apenas um norte.

Vamos ver então como essas mudanças vão afetar o andamento do Blog.

Abraço!

terça-feira, 14 de julho de 2009

O mercado de quadrinhos em números.


Encontrei alguns dados interessantes no CBGXtra sobre como anda o mercado de quadrinhos nos Estados Unidos. Vou mostrar os mais importantes para não ficar cansativo.

A seguir, a estimativa da arrecadação de todo o mercado de quadrinhos norte-americano, incluindo as vendas em bancas e encadernados:

1997 $300-320 milhões de dólares
1998 $280-300 milhões de dólares
1999 $270-290 milhões de dólares
2000 $255-275 milhões de dólares
2001 $260-285 milhões de dólares
2002 $300-330 milhões de dólares
2003 $350-400 milhões de dólares
2004 $420-480 milhões de dólares
2005 $475-550 milhões de dólares
2006 $575-640 milhões de dólares
2007 $660-700 milhões de dólares
2008 $680-710 milhões de dólares

Agora, as estimativas do número de revistas vendidas no Top 300 de cada mês da distribuidora Diamond:

1997 100.32 milhões de unidades
1998 84.45 milhões de unidades
1999 78.08 milhões de unidades
2000 69.26 milhões de unidades
2001 66.92 milhões de unidades
2002 73.72 milhões de unidades
2003 73.02 milhões de unidades
2004 74.14 milhões de unidades
2005 76.13 milhões de unidades
2006 81.85 milhões de unidades
2007 85.27 milhões de unidades
2008 81.34 milhões de unidades

Por fim, o preço médio das revistas que integraram o Top 300 da distribuidora Diamond:

1997 $2.62 dólares
1998 $2.71 dólares
1999 $2.88 dólares
2000 $2.95 dólares
2001 $3.10 dólares
2002 $3.07 dólares
2003 $3.06 dólares
2004 $3.14 dólares
2005 $3.15 dólares
2006 $3.24 dólares
2007 $3.27 dólares
2008 $3.34 dólares

Apesar de podermos notar um aumento na arrecadação das editoras, isso não significa um maior número de exemplares vendidos. Houve recentemente um gradativo aumento sobre o preço de capa das revistas, ao preço médio de U$3,99 a unidade, que pode ter contribuído para essa “melhora” do mercado. Como não coleciono encadernados importados (ainda), não sei como andou a inflação desse segmento por lá.

Percebe-se que os preços andam aumentando a cada ano que passa, mas a quantidade de revistas vendidas anda bastante oscilante, mas nada que remonte ao sofrível ano de 2001.

É isso, apenas por curiosidade.

Abraço!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

[100ª Postagem] Como tudo começou...

Este Blog completa hoje sua 100ª postagem. Resolvi conciliar esse momento com um pequeno relato no estilo “como tudo começou” com relação à minha entrada no mundo dos quadrinhos.

Era meados dos anos 90 e eu contava com 14 anos na época. Aquele desenho animado dos X-Men, produzido pela Fox Kids, estava no auge da popularidade. Fiquei viciado no desenho e assistia quase todos os dias. Me interessei pelos personagens e queria “consumi-los” mais. Daí fui atrás da fonte que deu origem ao desenho: os quadrinhos.

No começo, estranhei um pouco. No Brasil, as histórias que estavam sendo publicadas eram as últimas da fase do escritor Chris Claremont no título Uncanny X-Men. Elas eram diferentes do desenho animado e, engraçado, hoje dou graças a Deus por isso.

No auge da inocência, pensava que tudo era seguido à risca, mas quando me deparei com as revistas vi o quanto de mudanças foram feitas na adaptação. Outro fato que destoava um pouco era a defasagem da época das publicações dos quadrinhos da Marvel no Brasil.

O desenho animado dos X-Men era baseado em uma fase dos personagens, pelo menos no que dizia respeito aos uniformes, que ainda não tinha chegado nas publicações nacionais, o que me causou uma certa confusão. Mas durou pouco tempo, porque quando comecei a colecionar de verdade começava a “nova fase” dos X-Men no Brasil.

E assim, foi lançada pela Editora Abril a minissérie de luxo X-Men, em três edições. Elas correspondiam às três primeiras edições da segunda série dos X-Men, de autoria de Chris Claremont (que se despedia da franquia) e pelo desenhista sensação Jim Lee. Considero essa minissérie como as minhas primeiras revistas que adquiri como colecionador. Claro que já tinha dado uma olhada em uma revista ou outra ao longo da infância e adolescência, mas nunca no intuito de colecioná-las.

Com X-Men 01-03 foi diferente. Naquela época, Jim Lee era o máximo. Todd Mcfarlane, no Homem-Aranha, vinha em segundo e Rob Liefeld, bem, é com muito orgulho que digo que o “mestre” nunca me enganou. Detestava os desenhos dele! Me apaixonei por Jean Grey à primeira vista; Wolverine nunca foi "o máximo" para mim e, o que diabos era aquele tanto de equipes derivadas? X-Factor, X-Force...

Com o tempo, fui assimilando as “mudanças” e comecei a gostar de toda a intrincada cronologia da franquia mutante. A partir dali, no ano de 1995, nunca mais abandonei o barco. Ou quase...

Como todo novo colecionador, a sede por conhecer melhor aquele universo era enorme. Assinei o pacote Marvel da Abril e, sempre que podia, corria atrás das edições antigas, primeiro as relacionadas aos X-Men, depois a dos outros personagens da Marvel. Adquiri milhares de exemplares antigos e minha coleção, apesar de ter se iniciado em 1995, já contava com revistas com numeração do início dos anos 80. Naquela época, a leitura era mais dinâmica, não sei se por conta das histórias ou da adaptação ao “formatinho” da Abril. Hoje, já na vida adulta e cheio de outros compromissos, a “pilha” de revistas pendentes de leitura só aumenta.

Desde então, continuei colecionando praticamente tudo relacionado à Marvel Comics, e, vez por outra, algumas edições da DC Comics também, principalmente os clássicos desta última editora.

Veio a medonha Era das revistas Premium e os X-Men passavam por uma fase pavorosa. Era aquela relacionada à “Saga dos Doze”. De tão ruim, fiz algo que jurava que nunca aconteceria: deixei de ler essa fase por achá-la intragável. Hoje, penso em um dia reler minhas edições antigas dos X-Men, inclusive essas “inéditas”, pois ando esquecendo uma série de fatos relacionados aos personagens (ah, a idade... hehehe).

Pois bem, em 2003, quando me mudei para São Paulo, minhas revistas ficaram em Goiânia e, como eu apenas estudava e não tinha um tostão furado, consegui com muito sacrifício comprar todos os meses as duas revistas dos X-Men da Panini. Depois que comecei a trabalhar e a ganhar meu próprio salário, fui atrás do restante das publicações da Marvel que eu havia deixado de comprar por falta de grana.

E assim tem permanecido desde então. Mas acredito em mudar novamente no final deste ano. Vi que não tenho tempo para ler tudo o que é lançado da Marvel no Brasil e muito do que é publicado hoje é de uma qualidade duvidosa. Assim, vou selecionar melhor o que eu vou consumir e esperar o lançamento de encadernados, nacionais ou importados, pois a leitura dos arcos fechados é muito mais agradável. Aquela vontade de ter “todas” as edições da Marvel já não é mais tão importante para mim.

Só não sei se, especificamente com relação aos X-Men, eu vou conseguir deixar de comprar as revistas mensais, seja por amor aos personagens ou pelo prazer que eles ainda me proporcionam nesses 14 anos como colecionador de revistas em quadrinhos.

Abraço!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

X-Men: Esboços de Simone Bianchi.

Em breve, daremos início às análises da segunda fase do título Astonishing X-Men, por Warren Ellis e Simone Bianchi.

Foi lançado nos Estados Unidos um pequeno livro de esboços de Bianchi com o design dos novos uniformes do grupo, que os leitores puderam ver a partir de Uncanny X-Men 500 e Astonishing X-Men 25.

Pessoalmente, odiei a grande maioria da produção de Bianchi, com exceção ao uniforme do Fera. Os uniformes redefinidos criados por John Cassaday, quando da criação do título Astonishing X-Men em 2004, na minha opinião, são muito bons e poderiam ter permanecido por mais tempo.

Lembro-me que nos anos 90, quando a Marvel tinha uma empresa subsidiária, a Toy Biz, era muito frequente os seus personagens mudarem de uniforme à cada seis meses, já que assim era mais um produto que poderia ser comercializado no mercado de figuras de ação.

Felizmente, isso parece ter passado, mas medidas como essas, de alterar bons uniformes, infelizmente ainda ocorrem.


Penso que esses novos uniformes criados por Simone Bianchi são versões mal feitas dos antigos. O mais horroroso de todos os uniformes, sem dúvida nenhuma, é o da Tempestade, que foi baseado no uniforme da heroína dos anos 90. De tão feio o resultado obtido, esse novo design foi ignorado em todas as outras revistas em que ela aparece.

A única curiosidade foi a imposição editorial de que deveria haver um “X” no lado esquerdo do peito dos uniformes dos homens e um “X” no centro dos uniformes das mulheres.



Na minha opinião, os uniformes poderiam ter continuado da forma que estavam.

Abraço!

Sobre "Grandes Eventos" e liberdade criativa.

No dia 26 de junho deste ano, o escritor J. Michael Straczinski confirmou no site Comic Book Resources uma notícia que já vinha rondando o fandom por um certo tempo: ele vai mesmo deixar a série do Thor.

O motivo alegado pelo escritor é que ele discordou da imposição editorial da Marvel de que a revista Thor seria inserida no próximo “Grande Evento” criado pela editora, Siege of Asgard. Pelo nome do evento, essa inserção seria óbvia.

Assim, seus planos para as aventuras do Thor estariam seriamente comprometidos. JMS decidiu então partir, para o desgosto da imensa maioria dos leitores que acompanham o título. Dentre os motivos alegados pelo escritor, está a questão de que ele teria que adaptar todo o planejamento das histórias que ele tinha em mente para se adequar ao evento e, passado este, se dar ao trabalho de voltar a contar suas histórias de onde tinha parado por conta dessa interrupção indesejada.

Na Marvel, o renascimento dos grandes eventos nestes anos 2000 começou com Dinastia M, de Michael Brian Bendis e Olivier Coipel. Até então, o Universo Marvel estava dividido em vários microversos, sem que um afetasse os acontecimento do outro. Por exemplo, Magneto (ou o irmão do Xorn, como queiram) destruiu Manhattan e nenhum herói foi ao auxílio dos X-Men. Tudo isso aconteceu no arco Planeta X da revista New X-Men e de lá não saiu.

Depois de um relativo sucesso de Dinastia M, veio Guerra Civil, Hulk Contra o Mundo, Invasão Secreta, sendo que esta última bateu todos os recordes de “tie ins” (edições ligadas ao evento). Sabe-se que a grande maioria desses “tie ins” são apenas histórias “caça-níqueis”, o que compromete não só a qualidade do evento como um todo, como também a liberdade criativa dos escritores das revistas comprometidas com o referido evento.

Ao que parece, a obrigação de ter um grande evento todo ano parece estar entrando em um processo de arrefecimento. Particularmente, sou adepto a essa suspensão de “grandes sagas”, para que casos como a saída de Straczinski não se repita, já que a revista Thor é um título amplamente elogiado pela crítica especializada e um dos campeões de vendas dos “charts” de vendas norte-americanos.

Será que Siege of Asgard valerá o preço da saída de Straczinski? Agora só resta esperar a revelação sobre quem será o substituto de Straczinski e se ele manterá o alto grau de qualidade que JMS imprimiu nos roteiros do título desde o seu relançamento.

Abraço!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

X-Men: Mapa de Relacionamentos.

Ah, o amor...

Recentemente, foi elaborado um intrincado (e interessante) mapa de relacionamentos envolvendo a franquia dos X-Men, produzido pela equipe do site UncannyXmen.Net.

Não é de hoje que a cronologia dos mutantes é uma das mais complexas dos quadrinhos, seja em razão de vários personagens virem de diferentes épocas e linhas temporais, seja pelo emaranhado de casos amorosos surgidos no decorrer da história do grupo.

Conforme se observa da ilustração abaixo, o grande campeão de xavecos é o Wolverine. O fato não traz nenhuma surpresa, já que o personagem é usado na imensa maioria das vezes como a representação do “herói pegador”, que os leitores (principalmente os mais jovens) provavelmente buscarão algum tipo de identificação (mesmo que só por admiração a este estilo de vida).

As linhas de relacionamento são as seguintes (traduzo grosseiramente para quem não souber):

Verde: Interesse de apenas um lado (indicado pela seta)
Rosa: Flerte de ambos os lados

Vermelho: Único encontro / Beijo / Apenas uma noite
Roxo: Encontros em várias ocasiões ou em um curto período
Azul: Relacionamento sério ou Casamento
Linha pontilhada: Significa que um dos lados vem de uma realidade alternativa


No mínimo, curioso.

Abraço!

Sobre as datas de lançamento das revistas norte-americanas.

A capa que eu escolhi para ilustrar esta postagem mostra bem claro que a data de publicação da 350ª edição da revista Uncanny X-Men ocorreu no mês de Dezembro (do ano de 1997, mas que não vem ao caso no momento), certo? Errado.

Este é um dos mais frequentes equívocos que ocorrem por aqui no Brasil quando citamos a data de lançamento das revistas em quadrinhos nos Estados Unidos.

Ao contrário do que ocorre aqui no Brasil e na maioria dos periódicos nacionais, a referência ao mês de lançamento das revistas em quadrinhos norte-americanas não têm como parâmetro a data em que a revista chega às lojas mas sim a do seu recolhimento.

Por isso, não é incomum vermos uma revista estocada nas lojas em outubro na qual a capa estampa o mês de dezembro, como no caso da ilustração acima.

Não obstante tudo isso, para todos os efeitos, as referências posteriores ao lançamento da revista costumam levar em conta o que consta na capa (ou seja, a data do recolhimento) e não a da sua efetiva disposição nas lojas!

Apenas registro este fato que pode ter passado despercebido por alguns leitores e também por interessar outros pela curiosidade que o tema desperta.

Abraço.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Sobre capas variantes.


A imagem acima aparentemente mostraria um conjunto de capas de 23 edições do terceiro volume da revista Thor, por J. Michael Straczinski e Olivier Coipel. No entanto, ela representa apenas as 8 primeiras edições dessa revista.

Isso se dá porque, infelizmente, nos Estados Unidos está voltando a onda das capas variantes, que são colocadas no mercado no caso de reimpressão da revista (quando se esgotam os pedidos iniciais), estimular um maior número de pedidos da mesma série para “ganhar” uma edição diferente ou, a pior das hipóteses, fomentar a especulação das revistas, com “raridades” no mercado (e muito mais caras do que as edições convencionais).

A Marvel tinha parado de utilizar essa forma de aumentar as vendas de seus títulos. Sim, aumentar, já que os colecionadores “de verdade” certamente compram a mesma edição várias vezes para ter todas as capas e não deixar “furos” na coleção. Mas, como vimos acima, em títulos em evidência e com altas vendagens (nos parâmetros atuais) como Thor, que exigiu reimpressões, podemos constatar que houve uma média de quase 3 capas para cada edição (ênfase no “uma média” porque a primeira edição, por exemplo, contou com cinco capas).

Engraçado que o caminho inverso também pode ter consequências tão ruins quanto. Quando a Marvel lançou a edição 36 do segundo volume de Amazing Spider-Man (aquela do 11 de setembro), ela decidiu não reimprimir a revista para que se aumentasse a especulação no mercado em torno dela e, para o leitor que quisesse adquirir aquela história, ele poderia comprar uma compilação publicada de outra forma. Mas a edição Amazing Spider-Man 36 restaria somente àqueles fãs “fiéis” que encomendaram ou conseguiram comprar de acordo com os pedidos feitos pelos donos das Comic Shops norte-americanas. Depois que Bill Jemas saiu da presidência da Marvel, as reimpressões voltaram, felizmente. Com a volta das reimpressões na Marvel, vieram as capas variantes.

Os anos 90, com suas medonhas formas de aumentar as vendas, foram um claro exemplo sobre como afundar o mercado. A revista Darkness 11, por exemplo, que “celebrava” a volta Garth Ennis como escritor do título, teve monstruosas 11 capas alternativas! Pior foi com o grupo de heróis adolescentes GEN13, quando ganhou seu título regular, que contou com 13 capas (até uma “Faça você mesmo”!) no seu lançamento.

Recentemente a DC Comics lançou a minissérie que trará Barry Allen de volta, Flash Rebirth. A primeira edição conta com uma capa regular do desenhista Ethan Van Sciver e, para cada 25 exemplares encomendados pelos lojistas, virá uma edição com uma capa variante e, sem surpresa alguma, infinitamente mais bonita. Qual será a escolha dos leitores ao chegarem na loja para comprar a revista? E quantos efetivamente vão conseguir a melhor capa? Digo, a que custo, já que ela valerá muito mais do que o preço convencional!

À primeira vista, não vejo efeitos destrutivos ao mercado de quadrinhos com essa técnica, mas desde que não haja abusos. No Brasil, a Panini Comics tentou fazer algo parecido nas minisséries Dinastia M, Crise Infinita e uma edição de Novos Vingadores. Felizmente, por algum motivo não revelado oficialmente, eles não mantiveram esse recurso no mercado nacional, que nunca teve espaço para esse pequeno luxo especulativo.

Abraço!

terça-feira, 31 de março de 2009

Algumas incongruências.

Quando assisti o filme O Cavaleiro das Trevas, eu me irritei com o fato de ninguém sangrar uma gota sequer no filme todo! Não que eu esperasse um banho de sangue em um filme do gênero super-heróis. Mas eu ansiava por uma certa verossimilhança com a realidade, afinal, para quase tudo que é relacionado ao heroísmo no filme, eles colocavam uma razão factível para aquilo (armamento militar para as batgeringonças, para se ter um exemplo). Foi assim que o filme ganhou esse ar de realismo que conquistou público e crítica.

Essa “solidez” do corpo humano no filme de Christopher Nolan serviu para que ele conseguisse a classificação necessária para que adolescentes desacompanhados dos pais pudessem comparecer às salas de cinema. E essa estratégia deu certo já que o filme já arrecadou mais de um bilhão de dólares mundialmente. Assim, uma pessoa é metralhada no começo do filme e a camisa continua branquinha, ao passo que o Coringa tem total permissão para perfurar o olho de um bandido com uma caneta presa à mesa. Sem sangue, pode!

Mas o mais engraçado foi o merchandising que a Warner fez com relação ao filme Watchmen, ainda em cartaz em algumas salas de cinema. Na revista SET desse mês, vê-se que eles comercializam até lancheiras para crianças com os personagens nada politicamente corretos do filme inspirado na HQ homônima. O melhor ficou para o comentário da revista, muito bem humorado. Algo do tipo:

“Escolha a melhor forma de seu filho lanchar na escola: com um maníaco assassino ou com um homem azul pelado”.

Hehehehe...

Só um registro.

Abraço.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Mais alterações.

Resolvi ampliar o leque de temas a serem abordados, para que não me sinta preso às análises de HQs. Isso também evita o trabalho de criar outro espaço. Cinema e algumas séries de TV poderão entrar nos tópicos em breve.

A seguir... mais uma resenha de HQ. hehehe...

Abraço a todos!

sexta-feira, 13 de março de 2009

Alterações.

Olá,

O blog deu uma parada em Janeiro e Fevereiro. Depois de muito pensar, resolvi que entre não publicar nada ou publicar textos mais enxutos, ficarei com a segunda opção.

Assim, vou tentar dinamizar esse Blog para que eu possa ter tempo de publicar algumas impressões sobre HQs. Ao invés de textos imensos que ninguém, ou quase ninguém lia, vou procurar fazer algo mais conciso para ver se atualizo mais e em menos tempo.

Esse texto de Gênese Mortal é todo do ano passado. Hoje, já não tenho mais tempo de ficar resumindo cada edição.

Assim, o Blog passa por mais essa mudança. Se não der certo, eu altero de novo.

Abraço!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

X-Men: A Guerra Santa de Chuck Austen!

A Guerra Santa de Chuck Austen!

INTRODUÇÃO:

Neste espaço, vou procurar colocar algumas ponderações sobre como o escritor Chuck Austen conseguiu estragar a origem de um dos melhores personagens não só dos X-Men, mas da Marvel Comics (e que, inclusive, serve de assinatura para todas as postagens desse blog): o X-Man conhecido como Noturno.

SOBRE O PERSONAGEM:

Noturno (Nightcrawler, no original) é o codinome de Kurt Wagner, um mutante em forma de demônio com poderes acrobáticos e capaz de se teleportar. O personagem foi introduzido como parte dos Novos X-Men na revista Giant-Size X-Men 01, publicada em 1975, em uma história escrita por Len Wein e desenhada por Dave Cockrum.

Desde que foi apresentado, ele se manteve como um dos personagens principais dos títulos mutantes dos quais ele já fez parte (X-Men e Excalibur) e também já apareceu nos desenhos animados e em um dos filmes da franquia (X2 – X-Men United).

O personagem vem sendo há muito tempo apresentado como um católico e, até uns tempos atrás, como um padre, embora esta aparentemente não tenha sido a intenção dos seus criados na época das suas primeiras aventuras. Um ponto interessante é que a fé do personagem contrasta com sua aparência física: Noturno, fisicamente, se parece com um demônio (orelhas e dentes pontudos, rabo, pés rachados, características típicas dessa entidade).

Com o passar dos anos, os escritores aprofundaram sua história com relação à sua devoção católica ao ponto de inserir em sua origem um tempo em que ele estudou no clericato e foi um padre por um curto período (X-Men 100, no desastroso evento Revolution).

Noturno é filho de Raven Darkhölme (a Mística) mas foi adotado por Margali Szardos, uma integrante de um grupo étnico chamado Roma (ou Ciganos) assim como uma poderosa feiticeira. Noturno foi criado por Margali e cresceu em um circo, onde sua mãe adotiva usava seus poderes como vidente.

Jimaine Szardos (também conhecida como Amanda Shefton) é filha biológica de Margali e também possui poderes místicos. Ela já se envolveu romanticamente com Noturno e fez parte, por um breve período, do grupo Excalibur.

Apesar de ter sido criado em uma cultura cigana, Noturno não se sentiu vocacionado a seguir os passos de seus familiares e seguiu a linha cultural dos alemães e católicos.



CHUCK AUSTEN E SUA GERRA SAGRADA:

Depois que o escritor Joe Casey foi afastado da revista Uncanny X-Men devido às críticas que havia recebido com relação às suas histórias, o escritor Chuck Austen foi incumbido de substituí-lo, iniciando sua temporada com o arco Esperança (“Hope”), nome este que representava exatamente o sentimento da maioria dos leitores.

No início, suas histórias renderam elogios da crítica especializada, bem como algumas idéias lançadas na franquia principal, como trazer o Fanático (Juggernaut) para os X-Men e o ex-integrante da Tropa Alfa, Estrela Polar.

Mas logo que esse bom e curto período inicial se passou, as tramas foram ficando cada vez mais absurdas e os personagens cada vez mais descaracterizados. Lorna Dane (a Polaris), por exemplo, fez piadas infames e cruéis do seu noivo (Alex Summers) na sua despedida de solteira e é insinuado que ela o traiu com um stripper que haviam contratado para a festa.

Depois de receber um não de Alex bem no meio do altar, ela literalmente surta e consegue deter uma legião de heróis que presenciavam seu (quase) casamento em uma demonstração irreal de seu poder (ela reverteu o fluxo sanguíneo de todos aqueles que tinham poderes). Austen também foi responsável por colocar na boca do Destrutor a seguinte frase, quando este manda o Homem de Gelo atacar Lorna: “Não há ferro na água!”.

Outro ponto controverso de sua estada à frente de Uncanny X-Men (e depois em X-Men) foi o relacionamento de Anjo com a adolescente Husk. Em uma história, Anjo a leva para o céu e os dois tiram suas roupas acima dos pais da garota!

Mas a maior e pior passagem de Austen nos X-Men foi com relação ao personagem Noturno, nos arcos Guerra Sagrada (“Holy War”) e Draco (“The Draco”).

Em Guerra Sagrada, Austen criou uma seita religiosa chamada de Igreja da Humanidade (“Church of Humanity”, no original). Foi revelado que essa seita forjou a ordenação de Kurt como um padre, a fim de conseguirem o seguinte propósito: eles levariam Noturno a se tornar o próximo Papa (aparentando ser um humano de feições normais), e logo depois revelariam sua verdadeira aparência, destruindo assim a fé de todos os católicos do mundo! Assim, para todos os efeitos de cronologia, Noturno nunca foi um padre mas sim uma marionete nas mãos desses inescrupulosos vilões.

Já em Draco, Austen revela que Kurt Wagner é filho de um poderoso mutante chamado Azazel, que foi banido para outra dimensão (chamada de “Inferno”) por uma subespécie de mutantes com asas (os “Anjos”). Azazel precisa então abrir um portão dimensional para poder retornar à Terra. Para isso, ele engravida mulheres da Terra para que elas possam dar à luz crianças dotadas do poder de teleporte e, com isso, obter controle sobre elas. O maior absurdo desta trama é que não é explicado como Azazel pode se envolver com mulheres na Terra se ele está preso em outra dimensão!

E assim, o estrago estava feito, a crítica caiu em cima do escritor e “O Draco” nunca mais foi mencionado, para a sorte de todos. Lembro de uma entrevista em que Austen falou que resolveu fazer “Draco” após ter sido lançada a mini-série Origem, contando a história de Wolverine. “Chegou a vez de Noturno!”, disse para o azar da franquia.

MISOGINIA e DESDÉM:

Chuck Austen foi acusado de ter uma agenda voltada não só contra a Igreja Católica, como também a religião em geral. Outro ponto controverso de suas tramas gerou acusações de misoginia, pelo fato como ele tratava praticamente todas as personagens femininas que ele escrevia. A enfermeira Anne (criada por ele), chega a dizer ao seu filho pré-adolescente que Alex e Lorna “provavelmente estão transando”, em uma cena absurda e sem a menor verossimilhança!

Em outubro de 2003, o escritor escolheu fazer pouco caso com as críticas ao seu trabalho e parou de dar entrevistas após ter sofrido agressões verbais de fãs em uma convenção de quadrinhos (dentre outras razões). Ele voltou a falar em maio de 2004, ocasião em que ele reafirmou sua indiferença com relação aos críticos do seu trabalho.

Depois de uma breve passagem pela DC Comics, em que escreveu o título Action Comics, Chuck Austen se afastou dos quadrinhos “mainstream” e hoje, ao que se sabe, escreve histórias “hentai”.

Pessoalmente, não vejo que o personagem Noturno precise ser explorado no aspecto religioso. Sua própria aparência e personalidade de boa conduta já denota o contraste que o personagem representa. Rezemos então para que Chuck Austen nunca mais ponha os pés na Marvel (ou na DC ou em qualquer outra editora do nosso agrado!).

Abraço a todos!

BAMF!

sábado, 6 de dezembro de 2008

A Manhattan da Marvel.


Antes de postar a próxima resenha, gostaria de deixar arquivada essa imagem feita pela revista Wizard de como seria o guia de Manhattan com os locais mais famosos do Universo Marvel.

O desenho mostra a localização dos seguintes pontos:

1 - Edifício Baxter (lar do Quarteto Fantástico);

2 - Mansão dos Vingadores;

3 - Torre Stark II (onde ficavam os Novos Vingadores antes da Guerra Civil e destruída em Hulk Contra o Mundo);

4 - Clarim Diário (jornal onde Peter Parker vende suas fotos do Homem-Aranha);

5 - Sanctum Sanctorum (lar do Doutor Estranho);

6 - Clube do Inferno (um clube formado pela elite da sociedade e composto por um círculo interno secreto que já deu trabalho para os X-Men);

7 - Escritório de Advocacia Nelson, Blake e Murdock (este último, o Demolidor);

8 - Instituto Xavier para Estudos Avançados (outrora conhecido como Instituto para Jovens Superdotados, a Mansão X dos X-Men);

Depois eu edito essa postagem, colocando as legendas da imagem em português.

Abraço.

BAMF!