segunda-feira, 6 de julho de 2009

[100ª Postagem] Como tudo começou...

Este Blog completa hoje sua 100ª postagem. Resolvi conciliar esse momento com um pequeno relato no estilo “como tudo começou” com relação à minha entrada no mundo dos quadrinhos.

Era meados dos anos 90 e eu contava com 14 anos na época. Aquele desenho animado dos X-Men, produzido pela Fox Kids, estava no auge da popularidade. Fiquei viciado no desenho e assistia quase todos os dias. Me interessei pelos personagens e queria “consumi-los” mais. Daí fui atrás da fonte que deu origem ao desenho: os quadrinhos.

No começo, estranhei um pouco. No Brasil, as histórias que estavam sendo publicadas eram as últimas da fase do escritor Chris Claremont no título Uncanny X-Men. Elas eram diferentes do desenho animado e, engraçado, hoje dou graças a Deus por isso.

No auge da inocência, pensava que tudo era seguido à risca, mas quando me deparei com as revistas vi o quanto de mudanças foram feitas na adaptação. Outro fato que destoava um pouco era a defasagem da época das publicações dos quadrinhos da Marvel no Brasil.

O desenho animado dos X-Men era baseado em uma fase dos personagens, pelo menos no que dizia respeito aos uniformes, que ainda não tinha chegado nas publicações nacionais, o que me causou uma certa confusão. Mas durou pouco tempo, porque quando comecei a colecionar de verdade começava a “nova fase” dos X-Men no Brasil.

E assim, foi lançada pela Editora Abril a minissérie de luxo X-Men, em três edições. Elas correspondiam às três primeiras edições da segunda série dos X-Men, de autoria de Chris Claremont (que se despedia da franquia) e pelo desenhista sensação Jim Lee. Considero essa minissérie como as minhas primeiras revistas que adquiri como colecionador. Claro que já tinha dado uma olhada em uma revista ou outra ao longo da infância e adolescência, mas nunca no intuito de colecioná-las.

Com X-Men 01-03 foi diferente. Naquela época, Jim Lee era o máximo. Todd Mcfarlane, no Homem-Aranha, vinha em segundo e Rob Liefeld, bem, é com muito orgulho que digo que o “mestre” nunca me enganou. Detestava os desenhos dele! Me apaixonei por Jean Grey à primeira vista; Wolverine nunca foi "o máximo" para mim e, o que diabos era aquele tanto de equipes derivadas? X-Factor, X-Force...

Com o tempo, fui assimilando as “mudanças” e comecei a gostar de toda a intrincada cronologia da franquia mutante. A partir dali, no ano de 1995, nunca mais abandonei o barco. Ou quase...

Como todo novo colecionador, a sede por conhecer melhor aquele universo era enorme. Assinei o pacote Marvel da Abril e, sempre que podia, corria atrás das edições antigas, primeiro as relacionadas aos X-Men, depois a dos outros personagens da Marvel. Adquiri milhares de exemplares antigos e minha coleção, apesar de ter se iniciado em 1995, já contava com revistas com numeração do início dos anos 80. Naquela época, a leitura era mais dinâmica, não sei se por conta das histórias ou da adaptação ao “formatinho” da Abril. Hoje, já na vida adulta e cheio de outros compromissos, a “pilha” de revistas pendentes de leitura só aumenta.

Desde então, continuei colecionando praticamente tudo relacionado à Marvel Comics, e, vez por outra, algumas edições da DC Comics também, principalmente os clássicos desta última editora.

Veio a medonha Era das revistas Premium e os X-Men passavam por uma fase pavorosa. Era aquela relacionada à “Saga dos Doze”. De tão ruim, fiz algo que jurava que nunca aconteceria: deixei de ler essa fase por achá-la intragável. Hoje, penso em um dia reler minhas edições antigas dos X-Men, inclusive essas “inéditas”, pois ando esquecendo uma série de fatos relacionados aos personagens (ah, a idade... hehehe).

Pois bem, em 2003, quando me mudei para São Paulo, minhas revistas ficaram em Goiânia e, como eu apenas estudava e não tinha um tostão furado, consegui com muito sacrifício comprar todos os meses as duas revistas dos X-Men da Panini. Depois que comecei a trabalhar e a ganhar meu próprio salário, fui atrás do restante das publicações da Marvel que eu havia deixado de comprar por falta de grana.

E assim tem permanecido desde então. Mas acredito em mudar novamente no final deste ano. Vi que não tenho tempo para ler tudo o que é lançado da Marvel no Brasil e muito do que é publicado hoje é de uma qualidade duvidosa. Assim, vou selecionar melhor o que eu vou consumir e esperar o lançamento de encadernados, nacionais ou importados, pois a leitura dos arcos fechados é muito mais agradável. Aquela vontade de ter “todas” as edições da Marvel já não é mais tão importante para mim.

Só não sei se, especificamente com relação aos X-Men, eu vou conseguir deixar de comprar as revistas mensais, seja por amor aos personagens ou pelo prazer que eles ainda me proporcionam nesses 14 anos como colecionador de revistas em quadrinhos.

Abraço!

7 comentários:

James Figueiredo disse...

EXCELENTE post, Neto!

Cara, engraçado, essa fase em que você, aos 14, descobriu os X-Men, foi quando eu, aos 16, descobri as revistas importadas - E comecei a colecionar regularmente EXTAMENTE com os primeiros números de (adjectiveless) X-Men! Lembro que o dia que a edição espcial do #1 chegou em casa eu fiz AQUELA festa, por que foi um custo pra achar!

Acho que vou copiar sua idéia descaradamente e fazer um post parecido...rs

Abração,
J.

Dirceu Mendes de Sá disse...

Parabéns pela sua 100ª postagem, mostra que você, apesar de pouco tempo para se dedicar a esse universo, consegue estar sempre atualizado, mormente no que concerne aos X-Men (hahaha).
Uma "paixão" que teve início em 1995 e dura desde então... Parabéns mesmo!!
suas resenhas são excelentes!!!

Erica Tamura disse...

Volnei,

Parabéns pela 100ª postagem!!!! Agora, que venha a 1000ª postagem!!!!

I. Monique disse...

Parabéns Noturno!!!

Penso que suas postagens enriquecem os leitores de revistas de quadrinhos!!!

Só me preocupo com uma coisa:
Possível incêndio no seu quarto!! Depois te taaaantas revistas que lá vi estocadas!!! kkkk

Parabéns mais uma vez!
bjos

Noturno disse...

Obrigado pessoal!

James, faça um parecido sim, é até bom pra gente saber como que foi seu início tbm.

Quem sabe um dia eu não passo também a colecionar os importados? A meta é essa no futuro. Vamos ver.

Abraços!

Alexandre disse...

Vôlnei

Parabéns pela sua 100ª postagem. Confesso que não tenho muita intimidade com o mundo dos quadrinhos (espero não estar cometendo nenhuma gafe chamando de quadrinhos!), mas admiro essa sua paixão.
Vendo a sua dedicação e o seu entusiasmo ao comentar sobre as revistas e principalmente sobre o seu blog, sempre tive a certeza que a origem dessa paixão daria uma bela história, no caso, bela postagem.
Tenho grande admiração pelo seu trabalho e 100 postagens, realmente, não é para qualquer um. Agradeço, ainda, por estar compartilhando com seus amigos essa postagem, com a história do despertar de sua paixão, a qual mesmo após muitos anos (melhor não fazer as contas...) você ainda se dedica com tanto afinco, garra e tenacidade.
Abraços

Alexandre

MAGUS disse...

lembro do especial dos X-men de Lee e Claremont, primeira vez que vi um comercial de revista em quadrinhos na TV! 3 milhões de cópias vendidas,
Parabéns Noturno, continua ae firme forte
abs