sexta-feira, 27 de março de 2009

Sandman: Prelúdios e Noturnos.

Sandman: Prelúdios e Noturnos.
(Sandman 01-08, janeiro a agosto de 1989)

Roteiro: Neil Gaiman
Desenhos: Sam Kieth, Mike Dringenberg e Malcolm Jones III
Capas: Dave McKean
DC Comics / Vertigo.

Terminei de ler ontem o primeiro volume da série Sandman, de Neil Gaiman. Confesso que Prelúdios e Noturnos já estava na minha fila de leituras pendentes há muito tempo e a primeira metade desse volume já foi lida no mínimo umas três vezes.

Ocorre que, por diversas razões, sempre acontecia algo que fazia com que a minha leitura de Sandman fosse “emperrada” nesse miolo do primeiro volume. E não cabe aqui ficar me justificando (isso está mais para um desabafo), mas agora estou disposto a seguir adiante e terminar toda a obra (até porque, além da qualidade do material, tem todo o investimento feito nesses encadernados da editora Conrad).

A trama gira em torno do aprisionamento de Morpheus (o Sonho) e, logo após conseguir se libertar de uma seita mística que o aprisionou por décadas, ele parte em sua busca de seus objetos pessoais (e bastante perigosos em mãos erradas). O volume termina com o encontro de Morpheus com sua irmã morte depois de uma pequena crise “existencial”.

Particularmente, gostei desse gênero diferente de história em quadrinhos, horror/gótico. Em poucas palavras, o definiria como lírico e inovador em termos narrativos. Os diálogos são muito bons, contando com inúmeras referências musicais e literárias. Os dons de Morpheus diferem do padrão de super-poderes no universo das HQs. Leitores de revistas convencionais de super-heróis irão estranhar o andamento das tramas ou as poucas aparições do protagonista da série.

Nos desenhos, gostei muito da arte de Sam Keith. Na verdade, já o conhecia por trabalhos posteriores (como na história de Wolverine vs. Venom apresentada em Marvel Comics Presents). Com detalhes e elaboração de quadros bastante criativos, o melhor momento da arte de Keith, na minha opinião, é a passagem de Morpheus no inferno (que, por sinal, também é a minha história favorita neste primeiro volume). Já os outros desenhistas mostraram um trabalho bastante inferior e achei apenas regular o resultado final.

Cheguei a comparar as cores desse volume publicado pela Conrad com aquele recentemente lançado pela Pixel (que corresponde à edição Absolute nos EUA, só que publicada em dois volumes desvirtuando a arte de capa de Dave McKean e em formato menor que o americano, ou seja, um lixo de trabalho). Realmente, as cores da versão Absolute são muito melhores e não acho que seja desrespeitar o trabalho original recolorindo a obra.

De mancada da editora Conrad, só mesmo a utilização de uma das capas do segundo volume para ilustrar esse primeiro.

Enfim, tenho certeza de que em breve finalmente terei terminado toda a série (e, quem sabe, iniciar uma releitura de toda a obra), uma vez que agora posso passar para o volume seguinte, Casa das Bonecas, o que, se isso for representado nessa minha falta de tempo por conta dos estudos, já quer dizer muita coisa!

Abraço!

2 comentários:

Pip disse...

Voltou firme e forte, Noturno! Parabens.

Philosophista disse...

Tu conseguiu o MILAGRE de te ruma edição dessas da COnrad??? Guarda que daqui um tempo valerá mais que barras de ourummmm