quarta-feira, 11 de junho de 2008

Os X-Men 06: Namor entra para a Irmandade de Mutantes!

“Namor entra para a Irmandade de Mutantes!”
(The X-Men 06, julho de 1964)

Roteiro: Stan Lee.
Desenhos: Jack Kirby.
Arte-final: Chic Stone.
Marvel Comics.

Deixei passar que na edição passada o Homem de Gelo abandona suas famigeradas botas e, por curiosidade (antes que eu me esqueça), em The X-Men 08 ele adotará o visual que o marcou (menos parecido com um boneco de neve). Nesta edição, por sua vez, a Garota Marvel usa uma máscara diferente do seu uniforme (a máscara tem pontas e lembra um pouco o visual que ela adotará quando os X-Men usarem uniformes diferentes uns dos outros).

Após um súbito interesse simultâneo por Namor, tanto da parte de Xavier quanto de Magneto, os dois partem em busca desse suposto mutante.

De forma totalmente discrepante dos seus poderes, Magneto usa sua forma astral(!!!) para poder contatar Namor no fundo do mar. Não perguntem o que controlar o magnetismo tem a ver com projetar forma astral. Coincidentemente, Xavier adota a mesma tática mas Magneto chega antes e, corrompendo um súdito de Namor, este parte em direção à Ilha de Magneto.

Com o uso de um barco, os X-Men vão atrás novamente de Magneto e sua Irmandade de Mutantes na ilha do vilão. O resto é totalmente previsível: mais batalhas entre os X-Men e a Irmandade (está ficando chato) agora com a ajuda de Namor.

Detalhe curioso: Namor quase se interessa pela Feiticeira Escarlate (usada por Magneto para atraí-lo pro seu bando), mas depois da decepção com Sue Storm (a Garota Invisível na época), ele resiste à tentação.

Durante a fuga, Magneto mais uma vez mostra que ninguém está acima dos seus interesses imediatos. Ele abandona seus aliados sem piedade, mas ao mesmo tempo reconhece que eles só estão ao seu lado por medo e não por lealdade.

Depois de perder a aliança com Namor, Magneto tenta matá-lo com seu Imã Gigante, mas Namor consegue golpear o chão de modo a destruir a geringonça do mestre do magnetismo.

Silenciosamente, Namor deixa a ilha e volta para as profundezas do mar, provavelmente decepcionado com os dois lados. E Magneto e sua turma novamente escapam ilesos.

Stan Lee definitivamente não havia definido direito quais seriam os poderes de Magneto. Nas primeiras aparições, ele podia fazer praticamente tudo, de voar a projetar um campo de força impenetrável. Até aí, tudo bem. De modo muito grosseiro, "cientificamente" é possível. Mas agora, sem mais nem menos, ele descreve Magneto “cujo poder mental só é menor que o do Professor Xavier”?!? Onde ele queria chegar com isso?

Então devemos concluir que além de controlar o magnetismo, Magneto também é telepata? Não é o que parece, ao basearmos nas incontáveis aparições do vilão nas edições seguintes. Mais esse desleixo (vide o primeiro na segunda edição) é ignorado por todos a partir de então.

Os desenhos de Jack Kirby continuam os mesmos, mas a diferença que Chic Stone dá em sua arte-final é gritante em relação às edições feitas por Paul Reinman. Como disse na postagem anterior, prefiro muito mais o trabalho do Reinman.

Terceira edição consecutiva de X-Men versus Irmandade de Mutantes. O único diferencial: participação de Namor.

Não é a toa que dizem que as edições dos X-Men da Era de Prata eram muito fracas. Mas têm coisas que se salvam dessas histórias. Aguardem.

Abraço a todos!

Um comentário:

White Ronin disse...

Namor pescado pela Feiticeira como masterplan do Magnus? uahahaha Que doido! Isso eu não sabia!

E pra quem diz que estas estórias são "mi mi mi" ... Leia-as com a única pretenção de se divertir, caramba!

É datado mesmo, pô! Foi escrito em "1900&GuaranáDeRolha"!

Essa "inocência" é um "algoaê" interessante!

Take care,

Zatanno Frost