segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Cable 11-12: “Wasteland Blues”.


“Wasteland Blues”
(Cable 11-12, 2009)

Roteiro: Duane Swierczinski
Desenhos: Jamie McKelvie, com Ariel Ollivetti
Marvel Comics.

A história mostrada nestas duas edições da revista Cable mostra um pouco sobre a convivência e aprendizado da menina Hope, agora com 7 anos de idade, ao lado do personagem título. Tudo bem, poderia ser mostrado em meia dúzia de páginas, mas como estamos falando de algo escrito por Duane Swierczinski, até que duas edições foi pouco perto do que esse verdadeiro "mestre da enrolação" é capaz de produzir. Hehehe...

Não quero parecer contraditório, acho realmente que a revista do Cable tem algum propósito em existir em razão dessa missão de preservação da vida da ex-bebê messias. Ao que parece, essas edições serviram para que esse título e o da X-Force pudessem se alinhar a fim de começar o evento Guerra de Messias.

A maior parte da trama mostra Nathan e Hope no meio do deserto, procurando água e comida. Os dois viajam por anos ao futuro com esperança de que a natureza volte a florescer na Terra. E depois que Cable se desvanece no chão, chega a vez de Hope mostrar o que aprendeu com ele.

E assim, podemos extrair como ponto positivo a astúcia da garotinha que, apesar de ter sido identificada como o primeiro mutante ao nascer após o Dia M, ainda não desenvolveu seus poderes. Assim, tudo fica por conta da educação que recebeu de seu pai adotivo.


Os desenhos de Jamie McKelvie, o desenhista substituto de Arial Olivetti, são muito fracos. Ele também não teve muito o que mostrar de sua arte, já que a maior parte da história se passa no deserto. Ele arrisca algumas expressões faciais e, na minha opinião, não se sai muito bem. Todo cenário é inóspito e assim esse seria o ponto onde ele deveria mostrar um bom trabalho, o que não aconteceu.

Já o desenhista oficial do título, Arial Olivetti, desenha apenas as duas primeiras páginas da 11ª edição e as duas últimas da 12ª, a fim de mostrar uma unidade ao título como um todo. Algo semelhante foi feito na 6ª edição, e, particularmente, achei uma boa ideia dos editores.

Enfim, essas duas edições não servem para muita coisa. Não acho que toda edição deva acontecer algo “bombástico”, mas desenvolver os personagens com boas caracterizações poderia ser feito com histórias com mais conteúdo do que foram mostradas aqui.


Abraço!

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2 comentários:

Erica disse...

Oi, Volnei!!!

Gostei muito dessa análise crítica!!! Muito objetiva e profunda. Isso, certamente, é o segredo do grande sucesso do seu blog!!!
bjs.

Noturno disse...

Oi, Erica, obrigado pelo elogio.

Só acho um pouco exagerado o termo "grande sucesso" já que o Blog ainda tem poucos leitores.

Abração!