sábado, 11 de abril de 2009

Wolverine 62-65: Caçada à Mística.

Caçada à Mística.
(Wolverine 62-65, 2008)

Roteiro: Jason Aaron
Desenhos: Ron Garney
Cores: Jason Keith
Marvel Comics.

Há alguns anos atrás o roteirista Jason Aaron ganhou um concurso para escrever uma história solo na revista Wolverine. Logo depois, ele criou uma série autoral para a linha Vertigo, da DC Comics, chamada Scalped e chamou a atenção da crítica especializada. A Marvel aproveitou o ensejo e o contratou para escrever um arco de quatro partes na revista Wolverine assim que terminasse Complexo de Messias. Dessa forma, Wolverine poderia participar das conseqüências que o grupo sofreu em uma aventura solo, a fim de dar unidade à toda a franquia mutante.

A história Caçada à Mística trata da perseguição de Wolverine à vilã, que traiu os X-Men no arco Cegos pela Luz (ainda não analisado neste Blog) e que usou a bebê messias para salvar a vida de sua filha adotiva Vampira. Ciclope tem uma conversa reservada com Logan na Ilha Muir e pede para que este vá atrás de Raven e, de preferência, que ele ponha um fim nela para sempre.

Paralelamente a isso, é mostrada a história do primeiro encontro de Logan com Raven, no ano de 1921, e toda a armação feita por Mística para usá-lo como um instrumento de seu interesse: um assalto a banco na cidade do Kansas.

Logan faz sua busca pelo Oriente Médio até encontrar Mística e, assim, numa espécie de jogo de gato e rato, os dois iniciam uma seqüência de ação de tirar o fôlego (as seqüências selecionadas na imagem mais abaixo dão uma visão geral desse arco).


Depois de um arco intragável de Marc Guggenheim na revista Wolverine, Jason Aaron foi uma boa surpresa para quem ansiava por uma boa história de Wolverine em sua revista solo. Desde Mark Millar e John Romita Jr., nos arcos Inimigo do Estado e Agente da SHIELD, Wolverine vinha passando por histórias medianas, sendo a relacionada à Guerra Civil a única que dava para tirar algum proveito (apesar dos desenhos horrorosos de Humberto Ramos).

Caçada à Mística tem um bom ritmo, não perde tempo com diálogos enrolados e procura ser uma resposta dos X-Men às inúmeras traições de Raven para com o grupo. Na minha opinião, sempre gostei de ver Mística do lado dos vilões. Não gosto da síndrome que assola os X-Men em transformar vários de seus vilões em heróis, de maneira que fiquei meio receoso quando Mike Carey resolveu inserir Mística em seu grupo de X-Men, em Supernovas.

Mas Carey parece conhecer a personalidade da personagem e, conforme dito acima, em Cegos pela Luz, Mística volta a mostrar seu verdadeiro lado maligno, frio e inconseqüente. O destino dado a ela em Caçada à Mística, para mim, é sensato por fazer com que futuros roteiristas não tenham que estragar essa história, ao contrário dos criadores do arco Evolução, Jeph Loeb e Simone Bianchi, que tentaram produzir uma resolução para o personagem Dentes de Sabre.


Assim, Jason Aaron parece ter sido um grande acerto da Marvel e é uma pena que ele não foi aproveitado para dar continuidade às histórias dessa revista. Infelizmente, os editores preferiram contratar os responsáveis pela minissérie de grande sucesso Guerra Civil, Mark Millar e Steve Mcniven e, com isso, o resultado não poderia ser outro: atrasos nas publicações (graças ao desenhista). Com esses atrasos, a Marvel contratou Aaron para escrever outro arco de histórias com Wolverine, e como a revista principal do personagem estava sendo usada para contar a história de Logan no futuro, foi lançada a minissérie Wolverine: Manifesto Destino.

Pouco tempo depois, Jason Aaron e Ron Garney foram presenteados com uma nova revista de Logan, Wolverine: Arma X, para coincidir com o lançamento do filme e angariar vendas com uma revista com nova numeração.

Por falar em Ron Garney, atribuo metade do mérito desse arco a ele. Desde que voltou à Marvel, Garney tem mostrado um excelente trabalho. Sua passagem no Homem-Aranha, na revista Amazing Spider-Man, foi muito boa e mostrou que ele tem uma ótima narrativa. Em Wolverine, ele mantém a qualidade mostrada no Aranha e ainda faz quadros das batalhas travadas e fugas empreendidas entre os protagonistas desse arco. Merece destaque também as cores usadas por Jason Keith, muito vivas e fortes, notadamente nas cenas passadas no deserto.

Enfim, Caçada à Mística é uma ótima pedida para quem sentia falta de boas histórias do velho canadense.


Abraço!

3 comentários:

Daniel disse...

Ainda nao li mas tenho uma grande curiosidade pra ler essa historia.. se for metade do que eu iamgino que seja será ótimo!

Noturno disse...

Oi Daniel. Acho que vale muito a pena você acompanhar esse arco. Até porque depois de Old Man Logan, o protagonista seré o Daken e a revista muda de nome.

Daí, só mesmo com a nova mensal dele, que deve demorar.

Abraço e obrigado pela participação.

MAGUS disse...

Parece que este escritor era o que o Logan precisava