terça-feira, 28 de outubro de 2008

Surpreendentes X-Men 19-24: Incontrolável.

“Incontrolável”
(Astonishing X-Men 19-24, a partir de setembro de 2007)

Roteiro: Joss Whedon
Desenhos: John Cassaday
Cores: Laura Martin
Marvel Comics.

No último arco de Joss Whedon e John Cassaday, as pontas soltas são amarradas com precisão e testemunhamos um surpreendente sucesso editorial da Marvel. Por 24 edições (mais um especial “gigante”, que será analisado logo em seguida), os X-Men são levados a outro patamar e essa fase entra definitivamente para a categoria dos clássicos da equipe.

O arco de inicia com os X-Men, Ord e Perigo na nave da Agente Brand, que se direciona para o Grimamundo. Essa foi a estratégia usada por ela (levar o “Destruidor de Mundos” ao planeta alienígena) para conter uma imediata destruição da Terra. Brand revela também qual a razão de todos os X-Men terem sido teletransportados, dizendo que precisa de super-heróis. A agente explica aos X-Men que o Grimamundo possui um míssil capaz de obliterar a Terra e que precisa dos X-Men para impedir que isso aconteça, bem como descobrir a verdade sobre a profecia.

Assim que a nave é avistada pela tropa do líder do Grimamundo, Lorde Krunn, os X-Men são separados, mas todos já haviam planejado um ponto de encontro: uma escavação chamada “Palácio do Cadáver”, que possui uma inscrição “antiga” com a imagem de Colossus aparentemente destruindo um Sol.

Kitty Pride e Colossus conhecem Aghanne, uma ex-guerreira que cuida de um hospital (algo proibido nesse mundo) que vê a profecia sob outro ponto de vista (“mutação”, diz ela). Ela diz que a profecia pode significar um mundo melhor e não a sua destruição.

Em outra parte, a Agente Brand e o Fera trocam farpas quando vão investigar o Retaliador, o aparente míssil apontado para a Terra. Interessante como é mostrado a “antipatia” (tensão sexual) entre ambos. Mais uma amostra de belos diálogos criados por Whedon. Fera descobre então que a profecia não é tão antiga assim por conta da forma em que as inscrições foram produzidas.

Ciclope e Emma saem à procura das forças da ESPADA. De repente, são abatidos por Perigo, mas Emma revela todo o segredo por trás do fracasso desse ser artificial: Perigo não conseguiu ainda superar a programação que a proíbe de matar os mutantes. Por isso ela apenas derrotou os X-Men e foi em direção a Charles. Assim, Emma propõe entregar Xavier à Perigo se ela os ajudar. Ela aceita a proposta. Aliás, essa é uma cena muito bem elaborada.

Novamente reunidos, Kitty descobre sobre Lockheed ser o agente infiltrado. A Agente Brand é bastante rude com ela quando Kitty trata o dragão como um bicho de estimação, o que faz Emma intervir em seu auxílio.

Com um plano secreto, os X-Men armam um jeito de adrentrar nas “impenetráveis” muralhas da Prisão de Lorde Krunn sacrificando, literalmente, Ciclope. Logo depois de ser ressuscitado por Krunn para que ele revele sobre o que seria o “Leviatã” (um termo que fazia parte de todo o plano), ocorre uma das cenas mais memoráveis que os X-Men já tiveram: Ciclope revela que não havia perdido seus poderes, atirando em Krunn e arrebentando os muros “impenetráveis” do Palácio. Tudo isso estupendamente desenhado por John Cassaday.



E assim os X-Men, contando com a ajuda dos agentes da ESPADA vão até o centro de poder do planeta, onde, supostamente, aconteceria a profecia. Lá eles descobrem que Colossus é o único que pode entrar na fonte mas, antes que faça alguma coisa, ele descobre quem na verdade estava por trás de toda essa história de profecia e fim do mundo: Aghanne, a curandeira rebelde.

Enquanto isso, na base lunar, Kitty penetra no suposto míssil (o Retaliador) a fim de desativá-lo. Mas descobre que ele não tem circuitos internos e que é revestido apenas de um metal do planeta alienígena que a deixa com fadigada quando alcança a ponta oca do Retaliador. Porém, para a surpresa de todos, o lançamento é efetuado e Fera descobre que na verdade o “míssil” é uma bala.

A série Surpreendentes X-Men se encerra em uma edição especial “gigante” que, na minha opinião, era dispensável. Achava melhor que a edição 25 fosse uma edição com mais páginas, para que uma série com início meio e fim pudesse se encerrar em uma seqüência lógica nas numerações.

Engraçado como esse arco possui um ar de encerramento em quase todas as suas passagens. Por um lado você aprecia tudo o que está sendo apresentado. Por outro, fica triste pelo fato de estar acabando uma das melhores fases da equipe.

Abraço a todos!

3 comentários:

Roleplayer Moore disse...

Esse arco mostra a preocupação do Whedon em mostrar as aventuras dos X-MEn com suas dificuldades de conflitos raciais... Mas eé mesmo uma aventura, interplanetária e tudo mais, como grande parte das maiores aventuras dos X-Men... Muitas histórias dos X-Men tem muito pano de fundo racial e etc e a ação é só um complemento, ou só um pretexto para ter ação ligado com essas questões... Mas a fase do Whedon eé pura e simples, trata isso como parte do processo, da liga com todo o envolvimento e boa amarração da história e o nível épico só aumenta...

Noturno disse...

Exatamente, role! A elaboração de dois planos simultâneos foi uma grande sacada do Whedon, e o "segredo" dos poderes do Ciclope é uma das mais belas cenas de ação nas HQS, na minha opinião.

Abraço!

Consumindo o que interessa! disse...

Interessante observar esse conflito racial. Eu não tinha nem notado, mas esse realmente é o esqueleto da maioria das historias dos X-men...