quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Mulher-Maravilha (v.3) 01-04/A01: Quem é a Mulher Maravilha?

"Quem é a Mulher Maravilha?"
(Wonder Woman v.3 01-04 e Wonder Woman Annual 01, a partir de agosto de 2006)

Roteiro: Alan Heinberg
Desenhos: Terry Dodson
Arte-final: Rachel Dodson
DC Comics.

Assim que se encerrou a saga Crise Infinita, a DC Comics preparou terreno para o lançamento da série da Mulher Maravilha. A revista vinha ganhando rasgados elogios das histórias escritas por Greg Rucka, porém as vendas pareciam não estar de acordo com a qualidade mencionada.

Assim, decidiu-se pelo relançamento e uma nova equipe criativa foi contratada. Deixo a ressalva de que não li a fase do Rucka e nem sei ao certo sobre os motivos que o fizeram sair (ou querer sair) da revista, mas de todo modo coube a Alan Heinberg a tarefa de assumir como novo escritor e Terry Dodson, juntamente com sua esposa Rachel Dodson, a arte.

Ocorre que um certo receio se abateu logo que foi anunciado quem seria o escritor. Alan Heinberg já havia se tornado famoso por ter criado o título Jovens Vingadores para a Marvel, só que como também tem compromissos como produtor executivo e roteirista da série televisiva Grey's Anatomy, o título dos vingadores mirins sofreu tantos atrasos que decidiram descontinuá-lo até que o roteirista pudesse voltar a cumprir com os prazos (fato esse que não se verificou até hoje).

E assim, como um investidor que gosta de arriscar em prol de um lucro maior, a DC bancou Heinberg como roteirista da Mulher Maravilha confiando no cumprimento dos prazos. E se deu mal... A revista atrasou muito e, para que os leitores não ficassem sem ter histórias da personagem, a conclusão do primeiro arco ficou para a revista anual (foi a estratégia encontrada para que a série regular, que deveria ser mensal, pudesse continuar a ser publicada). Heinberg ficou só no primeiro arco e, desde então, está focado apenas no seu trabalho mais rentável (a série de TV, claro).

A história “Quem é a Mulher Maravilha?” é uma típica introdução ao universo da personagem, com alguns novos elementos. É recheada de ação e a trama é bastante simples, com uma ou outra reviravolta no seu desenvolvimento.

A trama se inicia com Donna Troy assumindo o manto de Mulher Maravilha logo após Diana ter abandonado o posto depois de tirar a vida de Maxwell Lord (não me perguntem onde, mas provavelmente tem a ver com a Crise Infinita). Steve Trevor foi seqüestrado pela Mulher Leopardo (Dra. Barbara Minerva), Giganta (Dra. Doris Zeul) e Dr. Psycho (Dr. Edgar Cizko), em troca da presença da Mulher Maravilha. Assim que chega ao local, Donna Troy luta contra os vilões e acaba sendo capturada (eles querem na verdade, Diana).

Entra em cena o Departamento de Assuntos Meta-humanos, comandado pelo Sargento Steel que nomeia Nêmesis para se encarregar do caso. Mas para isso, ele terá que contar com a ajuda de uma nova parceira: Diana Prince. Impossível não descobrir quem ela é com um nome desses.



Diana Prince é uma identidade criada por Batman e Superman para que Diana pudesse continuar na ativa sem assumir o manto de Mulher Maravilha. Ela aceita a proposta dos dois.

E assim a história vai se desenvolvendo, contando com a presença de diversos personagens do universo DC, notadamente as relacionadas com o microverso da Mulher Maravilha:Donna Troy e Moça Maravilha (Cassandra).

Os vilões seguem destruindo boa parte da cidade chamando pela “verdadeira” Mulher Maravilha e, antes que Diana possa assumir novamente esse manto, surge Hércules, o Moço Maravilha (hehehe... brincadeira).

A história só começa a ter alguma relevância quando surge Circe. Ela lança um feitiço em Diana e em Hércules e rouba os poderes dos dois. Assumindo-se como nova Mulher Maravilha, ela prioriza suas ações no combate ao tráfico de mulheres, ceifando a vida de todos os homens envolvidos nessa atividade criminosa.




Diana e Hércules vão atrás de Circe em sua ilha grega e lá eles travam uma nova batalha. No final, descobre-se que Hércules também era um dos envolvidos nos atos de vilania, porém foi traído por Circe. Mais batalhas e um pouco mais de uma dezena de vilões que eu não faço a menor idéia quem são.

No final, Diana adquire novamente seus poderes e assume de vez o posto de Mulher Maravilha. Interessante notar que em uma determinada ocasião, ela diz que a Mulher Maravilha é um ideal, então esse rótulo não pertence à ela necessariamente mas sim à quem o usa de forma devida. Circe lança um feitiço em Diana que a deixa vulnerável (humana) ao se “destransformar” em Diana, algo que ela própria, de certa forma, pediu. E assim Diana decide continuar atuando como Diana Prince (sua nova identidade secreta) ao mesmo tempo em que assume novamente o posto de Mulher Maravilha.



E assim se encerra o primeiro arco do terceiro volume da revista. Como se viu, foi uma história simples, descompromissada, com muita ação e participações especiais. Serviu de base para dar um novo status quo à personagem, agora com essa nova identidade secreta.

Pena que, infelizmente, ainda tiveram dois outros escritores na revista até que Gail Simone pudesse ser nomeada a roteirista de longo prazo para a revista. Lembro que na época em que Simone foi nomeada a nova escritora da série, leitores pediram para que a numeração anterior voltasse (assim como ocorreu com o fracassado relançamento da revista do Flash), o que acabou não acontecendo.

Terry Dodson continuou por mais algumas edições e em tempos recentes assinou contrato de exclusividade com a Marvel. Em uma entrevista, ele disse que a Marvel deu parte do seu tempo para ele trabalhar em uma graphic novel autoral, de modo que pudesse desenhar menos histórias do que consegue. Hoje ele revesa os desenhos da revista Uncanny X-Men com Greg Land. Particulamente, gosto muito da arte dele e, ao observarmos seus primeiros trabalhos na Marvel nos anos 90, vemos o que quanto ele evoluiu.

Nessa série da Mulher Maravilha, vê-se cenas realmente muito bem desenhadas, com detalhes nos planos de fundo e precisão nos ângulos dos personagens. Achei os desenhos bem dinâmicos e condicentes com a ação que a história exigia. E merece um grande destaque no visual maravilhoso (perdoem o trocadilho infame) da Circe quando esta adquire os poderes da Mulher Maravilha. Muito bom!

Enfim, o relançamento da série teve um começo que seria bastante promissor mas, infelizmente, foi prejudicado pelos atrasos que custou a saída do seu autor inicial.

Abraço a todos!

3 comentários:

Arthur R2 disse...

Eu gostei muito desse arco. Não é nada do nível do Rucka, mas é bem divertido e os Dodsons desenham muito.

abraço.

Átila disse...

Não li esse arco. Vou atrás em sebos para conferir!

Noturno disse...

Saiu na já extinta "Melhores de Mundo". Só não me lembro os números de cabeça.