quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

The Amazing Spider-Man 242-243: Difíceis decisões!

The Amazing Spider-Man 242-243.

Roteiro: Roger Stern
Desenhos: John Romita Jr.
Arte-final: Kevin Dzuban (242) e Dave Simons (243)
Marvel Comics.

“Cofrontos”
(The Amazing Spider-Man 242, julho de 1983).

Peter vai ao Instituto de Ciências e fala com o Professor Sloan sobre suas notas. Aliás, descobrimos que Debbie Whitman largou o emprego (história essa que se passou na outra revista, Peter Parker: The Spectacular Spider-Man).

Ele reflete sobre seus últimos dias que tem passado, cuidando da Gata Negra no hospital, e sobre seu confronto com o Dr. Octopus (que também ocorreu na outra revista).

Na rua, Lance Bannon o chama para conversar. Peter entra no carro de Bannon e ambos vão tomar um café.

Enquanto isso, em um presídio, o vilão Pensador Louco confabula em sua cela. Ele diz permanecer com uma “unidade de microtransferência implantada em seu córtex cerebral”, de modo que sua mente permanece livre para cometer atos externos. Ele chega à (correta) conclusão de que o Homem-Aranha possui algum tipo de sentido extra-sensorial que o salva do perigo iminente.



Assim, ele usa sua mente e inicia um novo programa acionando o Andróide 12 a fim de matar o Homem-Aranha!

No café, Lance Bannon fala com Peter Parker sobre sua relação conturbada com Amy Powell. Peter fala que só tomou um café com ela e que nada mais aconteceu entre os dois. Lance diz a Peter que ele e Amy acordaram em ter um relacionamento aberto mas que agora se sente muito incomodado com isso. Peter pede um telefone e diz que vai resolver tudo naquele momento. Mas, no telefone, Amy não o deixa falar e acaba marcando um encontro com ele.

Ele sai do bar revoltado. Mas promete resolver tudo com os três juntos.

Ele se veste de Homem-Aranha e logo em seguida é atacado pelo Andróide 12 do Pensador Louco. Entrementes, uma mulher misteriosa de cabelos ruivos (quem será? Heheh..) procura Peter em seu apartamento mas não o encontra.

O Homem-Aranha leva o Andróide à uma industria e lá ele consegue derrotar o robô, que explode e o herói escapa por pouco da explosão.



Na prisão, o Pensador Louco conclui que o Homem-Aranha realmente pressente o perigo.

Peter chega em casa bem antes da hora do encontro. Mas Amy também se antecipa e entra no apartamento. Ela o agarra e os dois se beijam. Logo em seguida, Mary Jane também chega no apartamento e usa uma chave que ela havia guardado na época em que os dois namoravam. Ela vê Peter e Amy juntos!




“Opções”
(The Amazing Spider-Man 243, agosto de 1983)



Mary Jane até que reage bem à cena de Peter e Amy juntos. Lance Bannon chega logo em seguida e Peter conta para MJ todo o imbróglio envolvendo Lance e Amy.

Logo depois, Peter pega um pedaço do Andróide 12 com quem ele se confrontou na edição passada e leva ate o Dr. Curt Connors (o Lagarto) para analisar o material.

No momento da análise do material, o Dr Sloan (o professor de Peter) aparece com as provas na mão e o Aranha consegue saber sua nota. Ele descobre que passou e lasca um beijo na testa do professor! Hahahahah... Hilária a cena, vejam!



Em outro local, Lance e Amy se acertam.

O Homem-Aranha vê na TV uma matéria envolvendo um seqüestro em uma Capela (“Nossa Senhora das Graças”) pelo Exército da Libertação Universal. Ele vai ao local e salva todos os reféns. Ele consegue tirar fotos do incidente e as vende para o Clarim.

Logo em seguida ele vai visitar Felícia Hardy (a Gata Negra) no hospital. Lá, ela o chama de “gatão” e ele se lembra da Mary Jane. Ele se sente incomodado pelo fato de pensar em outra garota quando está perto de Felícia. Eles se beijam e ele vai embora logo em seguida.

Nas ruas da cidade, Peter reflete sobre ainda pensar em Mary Jane e no seu relacionamento com Felícia, esta última que nem ao menos conhece a sua identidade secreta.

Ele se preocupa com a sua situação financeira, pois tem que ajudar a pagar as contas do hospital (para que Felícia não volte a roubar) e ainda ajudar sua Tia May, que passa dificuldades. E chega à conclusão que se não fosse o tempo que ele gasta com os estudos, ele poderia ganhar mais dinheiro com fotografia e ficar mais aliviado ajudando seus entes queridos.

Então, Peter Parker vai à Universidade e avisa a seu colega de pesquisa Roger que não será mais seu parceiro de laboratório, para a surpresa deste. Ele diz que vai abandonar os estudos!

Logo em seguida, ele recebe uma carta o convocando para o curso de pós-graduação e que a mensalidade seria encaminhada em breve. Ele amassa a carta e a joga no chão, muito triste com a situação.

Enquanto sai da Universidade, o narrador da história diz:

“Há momentos em nossas vidas em que devemos considerar nossas opções e tomar decisões... difíceis decisões. Porém, uma vez que essas decisões são tomadas... sejam certas ou não... nós devemos assumi-las... pelo resto de nossas vidas!”

Emocionante!




C O M E N T Á R I O S :

Essas duas histórias acima têm como enfoque a vida pessoal de Peter Parker. Percebam que os adversários do Homem-Aranha são bastante genéricos: um robô despertado para derrotá-lo e um grupo de extremistas.

Mas isso não significa que seja ruim. Penso que toda fase de uma revista precisa de momentos de alívio ou uma espécie de “prazo de respiro”. E, como já disse em outra oportunidade, Amazing Spider-Man representava nessa época uma aventura desenfreada (com a revista Spectacular desenvolvendo a vida pessoal do herói).

Particularmente, achei comovente o fato de Peter ter passado nos exames e ter sido selecionado para o curso de pós-graduação e tendo que desistir desse sonho no final. O Homem-Aranha pulando pelos prédios representou muito bem a felicidade do personagem (e a irreverência que todos gostam de ver em suas histórias). A cena do beijo na testa do seu professor, sem que esse suspeitasse o motivo de tanta alegria (já que ele estava vestido com seu uniforme) é hilária!

Mas os problemas que ele já estava acostumado a enfrentar se agravaram e acabou com que ele desistisse do curso. Eu sei muito bem o que é lutar por um sonho, ainda tenho vários em desenvolvimento e, de certa forma, quando reli essa história fiquei receoso de um dia eu ter que parar de buscá-los por problemas semelhantes (notadamente os financeiros).

Assim, mais uma vez, o Homem-Aranha se mostrou um dos personagens mais humanos dos quadrinhos, que desperta similitudes com momentos de nossa vida e que nos faz parar para pensar e refletir sobre nosso futuro e projetos pessoais e profissionais.

Se fosse um final de algum filme ou livro, seria muito triste. Mas a série é contínua e o barco continua seguindo. E é exatamente isso que iremos fazer, dando prosseguimento às análises desse momento específico na vida do herói.

Abraço a todos!

BAMF!

3 comentários:

Pip disse...

Muito bom review. Lembro-me que quando era juvenil não dei a devida atenção a essa historia. Hoje, com minha experiencia de ter sido forçado a desistir do mestrado, percebo o quanto foi duro pro Peter aquela decisão. E, portanto, aprecio muito mais essa história hoje.

MAGUS disse...

Vejo como o Stern é um escritor subestimado, o cara era um dos mais tridimiensionais dos quadrinhos, ele dava vida e alma aos seus personagens. Acho ele um dos melhores de todos os tempos.

Noturno disse...

Stern é ótimo mesmo Magus. Ele também produziu uma brilhante fase nos Vingadores que deixa saudades até hoje, principalmente quando comparamos com a equipe atual.