quinta-feira, 16 de julho de 2009

Batman e Robin 01: “Batman Renasce” (parte 01).

“Batman Renasce”

Roteiro: Grant Morrison
Desenhos: Frank Quitely
DC Comics.

“Batman e Robin. Juntos novamente pela primeira vez.”

As palavras de Dick Grayson nunca soaram tão reais. E é assim que se inicia a nova revista do Batman, novamente sobre a batuta do escritor Grant Morrison, responsável por “matar” Bruce Wayne e revitalizar a franquia do homem-morcego.

A premissa é fávil: Dick Grayson é o novo Batman e Damian, o filho de Bruce Wayne, é o novo Robin. O marco zero é aqui. A impressão inicial que tive sobre esta primeira edição de Batman e Robin é a ampla acessibilidade que ela traz aos novos leitores.

A história flui facilmente, e em nenhum momento precisamos recorrer a fatos do passado ou a uma outra edição “importante” para que se explique alguma coisa. Não vi diálogos desnecessários, algo recorrente no meio quadrinístico, em que escritores escrevem redundâncias para "mostrar trabalho” aos editores. Em Batman e Robin, me pareceu que tudo o que poderia ser mostrado por meio dos desenhos foi detalhadamente explicitado por meio da arte de Frank Quitely.

Os desafios são novos... e aparentemente simples. O Sr. Porko parece ser o antagonista deste primeiro arco e, apesar do sadismo e loucura mostrado no final da edição, muito pouco é mostrado a respeito dele.

Para mim, o ponto alto da edição foi Damian, o novo Robin. E, confesso, foi uma grata surpresa. Apesar de ter sido apresentado como um moleque insuportável em Batman & Filho, agora Morrison pode usar toda a arrogância do moleque para nos causar boas risadas. A forma como ele trata o pobre do mordomo Alfred, apesar de teoricamente ser revoltante, é mostrada de maneira bem divertida.

Os desenhos de Frank Quitely continuam um primor. Simplesmente, Quitely é um dos melhores do mercado. Pena que atrasa tanto que só vai desenhar as três primeiras edições (e depois volta para mais um arco). É incrível a precisão do artista em saber desenhar cenários nas horas necessárias, ou desenvolver a forma como as sequências de ação deverão ser mostradas. Também destaco as expressões faciais dos personagens. O medo da garota ao final da edição se torna verossímil principalmente pela forma como Frank Quitely desenha o rosto da personagem. Realmente, ficou muito bom! De novidade, Quitely insere onomatopeias no meio dos seus desenhos em momentos de explosão e queda.

Acredito que esse é um bom início para quem quer acompanhar uma revista do Batman. Uma revista “simples”, no bom sentido, que promove diversão sem grandes pretensões. Recomendo a leitura.


Abraço!

2 comentários:

Átila disse...

Era de Prataaaarrrgh?!

Noturno disse...

hehehe... Bem por aí. Mas nada que desça ao ridículo. Pelo menos até aqui.